SOBRE O ACERVO VIRTUAL HUBERTO ROHDEN & PIETRO UBALDI

Para os interessados em Filosofia, Ciência, Religião, Espiritismo e afins, o Acervo Virtual Huberto Rohden & Pietro Ubaldi é um blog sem fins lucrativos que disponibiliza uma excelente coletânea de livros, filmes, palestras em áudios e vídeos para o enriquecimento intelectual e moral dos aprendizes sinceros. Todos disponíveis para downloads gratuitos. Cursos, por exemplo, dos professores Huberto Rohden e Pietro Ubaldi estão transcritos para uma melhor absorção de suas exposições filosóficas pois, para todo estudante de boa vontade, são fontes vivas para o esclarecimento e aprofundamento integral. Oásis seguro para uma compreensão universal e imparcial! Não deixe de conhecer, ler, escutar, curtir, e compartilhar conosco suas observações. Bom Estudo!

sábado, 14 de novembro de 2015

Fraternidade basilar, igualdade decorrente, liberdade consequente

Comentário(s)

Por Eronildo


Quando Thomas Jefferson escreveu a declaração de independência dos Estados Unidos, afirmando que somos todos iguais, dotados de direitos inalienáveis, quais sejam, de liberdade e busca por felicidade, lançou-nos ele verdades inquestionáveis — e ao mesmo tempo um desafio:  fazer valer em definitivo os direitos de liberdade, igualdade e felicidade para todos. 

Os franceses , pioneiros na assimilação da proposta libertadora, lançaram-se também nessa busca por fraternidade pós Revolução (1789). E é nesse momento de luta mundial contra o terror, que somos mais uma vez convidados a repensar sobre as razões do fracasso dessa conquista por liberté, egalité, fraternité, que, por si sós, constituiriam as bases de uma organização social que traria a maior de todas as conquistas do progresso humano: a fraternidade. 

“É belo, sem dúvida, proclamar-se o reinado da fraternidade, mas, para que fazê-lo, se uma causa destrutiva existe?” questionou certa vez Allan Kardec, o professor lionês. A pergunta é das mais pertinentes, o que nos leva a considerar que talvez o caminho proposto nas duas revoluções (americana e francesa) não seja o mais adequado, se seguido conforme as diretrizes traçadas: liberté, egalité, fraternité, e não, fraternité, egalité, liberté, que seria um caminho inverso ao proposto! A imposição por liberdade, por  igualdade, que desfecharia na fraternidade, não se mostrou producente. A busca ideal deve ter como base a fraternidade, que decorrerá na igualdade, que por fim trará a liberdade. O caminho não é de fora para dentro com arbitrariedades impostas. Isso seria uma edificação em terreno movediço, seria como decretar saúde em uma região infestada de pragas. É preciso trilhar o caminho inverso, ir direto as causas, numa transformação social, em que a fraternidade, não a igualdade sua filha direta, seja a base de onde tudo começaria. Não mais egalité, liberté, fraternité, mas sim: fraternidade, igualdade, liberdade!

E qual seria o caminho para a fraternidade basilar, da igualdade decorrente e da liberdade consequente, na consolidação do reino da felicidade almejado por todos?

Não parece haver outro caminho que não seja o do “Amai-vos uns aos outros!”. Essa proposta tida como simplória e inaplicável por muitos é, até hoje, o desafio maior, e a única capaz de trazer o reino da felicidade e da concórdia humana, pois tira todo e qualquer argumento contrário ao reino da fraternidade.