SOBRE O ACERVO VIRTUAL HUBERTO ROHDEN & PIETRO UBALDI

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sábado, 14 de novembro de 2015

FRATERNIDADE BASILAR, IGUALDADE DECORRENTE, LIBERDADE CONSEQUENTE

Comentário(s)

Por Eronildo



Quando Thomas Jefferson proclamou a declaração de independência dos Estados Unidos da América, afirmando que somos todos iguais, dotados de direitos inalienáveis,  tais como de liberdade e da busca pela felicidade, lançou-nos ele verdades inquestionáveis — e ao mesmo tempo um desafio:  fazer valer em definitivo os direitos de igualdade, liberdade e felicidade para todos.

Os franceses , pioneiros na assimilação da proposta, lançaram-se também nessa busca inacabada por fraternidade no pós Revolução (1789). E é nesse momento triste, do último acontecimento —  o ataque terrorista desta sexta-feira 13 — que se abre de novo a discussão das razões do sinistro, e do fracasso na conquista por libertéegalitéfraternité, que, por si sós, constituiriam as bases de um organização social que traria a maior de todas as conquistas do progresso humano.

“É belo, sem dúvida, proclamar-se o reinado da fraternidade, mas, para que fazê-lo, se uma causa destrutiva existe?” 
questionou certa vez Allan Kardec, o professor lionês. A pergunta é das mais pertinentes, o que nos leva a considerar que talvez o caminho proposto nas duas revoluções (americana e francesa) não seja o mais adequado, se seguido conforme as diretrizes traçadas: liberté, egalité, fraternité, e não, fraternité, egalité, liberté, que seria um caminho inverso ao proposto! A imposição por liberdade, por  igualdade, que desfecharia na fraternidade, não se mostrou producente. A busca ideal deve ter como base a fraternidade, que decorrerá na igualdade, que por fim trará a liberdade. O caminho não é de fora para dentro com arbitrariedades impostas. Isso seria uma edificação em terreno movediço, seria como decretar saúde em uma região infestada de pragas. É preciso trilhar o caminho inverso, ir direto as causas, numa transformação social, em que a fraternidade, não a igualdade sua filha direta, seja a base de onde tudo começaria. Não mais egalité, liberté, fraternité, mas sim, fraternité, egalité, liberteé!

E qual seria o caminho para a fraternidade basilar, da igualdade decorrente e da liberdade consequente, na consolidação do reino da felicidade almejado por todos?

Não parece haver outro caminho que não seja o do Amor.  “Amai-vos uns aos outros!”. Essa proposta tida como simples e inaplicável por muitos é, até hoje, o desafio maior, e a única capaz de trazer o reino da felicidade e da concórdia humana, pois tira todo e qualquer argumento contrário ao reino da fraternidade.