ACERVO VIRTUAL HUBERTO ROHDEN & PIETRO UBALDI

Para os interessados em Filosofia, Ciência, Religião, Espiritismo e afins, o Acervo Virtual Huberto Rohden & Pietro Ubaldi é um blog sem fins lucrativos que disponibiliza uma excelente coletânea de livros, filmes, palestras em áudios e vídeos para o enriquecimento intelectual e moral dos aprendizes sinceros. Todos disponíveis para downloads gratuitos. Cursos, por exemplo, dos professores Huberto Rohden e Pietro Ubaldi estão transcritos para uma melhor absorção de suas exposições filosóficas pois, para todo estudante de boa vontade, são fontes vivas para o esclarecimento e aprofundamento integral. Oásis seguro para uma compreensão universal e imparcial! Não deixe de conhecer, ler, escutar, curtir, e compartilhar conosco suas observações. Bom Estudo!


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terça-feira, 18 de julho de 2017

Intuição. A evolução do receptor intelectual

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Hoje  em  dia,  na  Era  Atômica,  esse  receptor  intelectual  do  homem  atingiu  a grande perfeição, pondo  a  humanidade  em  contato  com  realidades  que nenhum sentido orgânico pode verificar. 

Entretanto,  a  faculdade  racional  (chamada  também  espiritual  ou  intuitiva)  do homem acha-se ainda em estado tão  primitivo e embrionário como, em épocas remotas, era a faculdade intelectiva da nossa raça.

À luz dos fatos da biologia individual, é fácil,  hoje em dia, verificar o que, em eras  pré-históricas,  aconteceu  com  a  raça  humana  como  tal.  Todo  indivíduo humano percorre, hoje, em poucos anos, o que o gênero humano percorreu em milhares  de séculos,  a  saber:  

1)  o  estágio  sensitivo,  

2)  o  estágio  sensitivo intelectivo

3) o estágio sensitivo-intelectivo-racional.  

A evolução do indivíduo é uma miniatura e recapitulação sumária da evolução da raça.

Huberto Rohden
Livro: O Caminho da Felicidade, Pág. 43 - Editora: Martin Claret

terça-feira, 11 de julho de 2017

A bênção de Buda

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Dá-me a tua bênção, ó Iluminado! — rogou o jovem sonhador que passava diante de Buda. 

O Sábio sorriu e anunciou-lhe felicidade estrada fora. 

Um  pouco  adiante,  o  rapaz  foi  assaltado  por  bandidos  profissionais,  que  o despojaram dos haveres, deixando-o quase nu. 

O moço retornou, embaraçado, e interrogou o Mestre. — Então é esta a bênção que me concedes?

O Santo, sem qualquer perturbação, fitou-o, e redarguiu; 

— Abençoei-te, rogando para que fosses espoliado,ao invés de espoliador; assaltado, mas não morto; vítima e não o criminoso. O teu  carma é grave, porém os teus ideais são nobres,  assim  merecendo  sofrer,  todavia,  não  impondo  sofrimento,  desta  forma  não  te tornando mais desventurado. 

Enquanto o Guru retornou à meditação, o moço prosseguiu, abençoado, louvando a experiência,  que lhe  permitia  resgatar  sem  agravar  o  compromisso,  perder  coisas  para ganhar a vida.

Rabindranath Tagore 
Por Divaldo Franco, Cap. XLIV, no Livro: Pássaros Livres

domingo, 9 de julho de 2017

O tom verde da esperança

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As  águas  que  precedem  o  estio,  lavaram  as  últimas sombras  que  manchavam  a paisagem dos meus pensamentos. 

O ar perfumado do amanhecer brincava com as folhagens do bétele das mangueiras frondosas  em  saudações  amenas,  anunciando-me  o  júbilo  da  natureza  lavada  pelas  águas que precedem o estio. 

Debruço-me à janela da minha choupana e contemplo campo sorrindo o verde da mostarda exuberante. 

O  seu  tom  me  anuncia  a  esperança  que  passará  a  dominar  os  meus  pensamentos desanuviados, que me guiarão no rumo da alegria. 

Rabindranath Tagore 
Por Divaldo Franco, Cap. XLIII, no Livro: Pássaros Livres 

terça-feira, 4 de julho de 2017

A Evolução da Sensibilidade

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segunda-feira, 3 de julho de 2017

Piano – e panelas

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Piano querido!...

De quantas saudades me encheste a alma!... 

Companheiro da minha primavera de moça – assististe à primeira declaração de amor...

Em tuas teclas brancas e pretas transfundia meu coração seus amores e suas mágoas...

Teus sopros sonoros povoavam de sonhos multicores meus anos felizes...

Sobre as asas das tuas melodias, visitaram-me Beethoven e Haydn, Haendel e Wagner, Bach e Chopin – todos os gênios da divina harmonia...

Velho piano, levei-te para o santuário do meu lar – nosso lar...

E ele, o amigo querido, escutava, embevecido, minhas sonatas e valsas – a voz das tuas cordas sonoras...

Veio, depois, a derrocada cruel!...

E tu, piano querido, passaste a mãos estranhas...

Chorei, chorei, chorei...

Panelas malditas!...

Que ódio profundo vos tive...

Negrejante bateria culinária – legião de Satã sobre o fogo infernal...

Panelas e tachos, chaleiras e frigideiras – por que suplantastes meu lindo piano?...

Por que me enchestes de prosaísmos a poesia da vida?...

Roubastes à minha pele a tez delicada...

Tirastes-me das unhas o esmalte luzidio...

Fizestes de mim trivial cozinheira...

Que música é essa, fogões, que vossas bocas exalam?...

Fumo e vapores, cinza e fuligem! – é este o ambiente em que vivo...

Ah! como chorei, chorei, chorei!...

Panelas amigas!...

Há muito, muito tempo, que meu ódio morreu...

Discreta simpatia sucedeu à antipatia que vos tinha...

Convivo convosco, panelas amigas – e com as que vos servem...

Almas singelas e simples vos cercam – almas com muita alma...

Quero-lhes bem, a essas criaturas de branco avental – e elas me querem...

Quase operária entre operárias – trabalhando, lutando, sorrindo – calando.

Muita coisa morreu dentro de mim – e muita coisa em mim nasceu...

Montanhas de dores sobre mim desabaram...

Oceanos de lágrimas me lavaram as faces...

Incêndios atrozes me arderam na alma...

E após esta tempestade cruel – a grande bonança...

Compreensão... Serenidade... Resignação... Calma... e Paz...

O reino de Deus dentro de mim...

A atmosfera do Nazareno em torno de mim...

Mais belas que as melodias do piano querido, canta, entre panelas amigas – a sinfonia de Deus...

Achei a mim mesma – na renúncia do ego...

E choro – feliz...

Na felicidade dos outros...

Huberto Rohden

domingo, 2 de julho de 2017

Da Lagarta à Borboleta

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A lagarta, ou taturana, é bem o símbolo do homem profano. A borboleta é comparável ao homem iniciado.  

A lagarta rasteja pesadamente nas baixadas. O seu  corpo desgracioso não é senão boca e estômago.

Para que a lagarta possa tornar-se borboleta, é indispensável que passe  por uma espécie de morte, a crisálida, ou o casulo. No fim do seu  período de lagarta, deixa ela de comer, retira-se a uma lugar solitário e lá se metamorfoseia. Não sabemos se ela sofre com esta metamorfose.

E, se sofre, também aceitaria de boa vontade esse sofrimento, porque, instintivamente, a lagarta sabe que o seu verdadeiro estado é o de borboleta alada. Nesse último estado é o inseto completamente diferente da lagarta: com quatro asas velatíneas, meia dúzia de pernas elegantes e flexíveis, dois olhos de opala com milhares de facetas visuais; dispõe de uma língua em forma de espiral contráctil, com o qual suga o néctar das flores.

Felicidade - Por Teilhard de Chardin

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Alguns não estão irritados pela partida. O sol brilha, a vista é bela. Mas para que subir mais alto? Não é melhor aproveitar a montanha onde nos encontramos, em meio aos prados e no bosque? E se deitam sobre a grama, ou exploram ao redor, esperando a hora do piquenique. Os últimos, enfim, os verdadeiros alpinistas, não tiram os olhos dos picos que decidiram subir. E seguem adiante.

Os cansados, os brincalhões, os fervorosos. Três tipos de Homem, que cada um de nós traz em semente no profundo de si mesmo, e entre os quais, desde sempre, divide-se a humanidade que nos circunda.

sábado, 1 de julho de 2017

O que é o ego?

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A busca por poder, posição, autoridade, ambição, e todo o resto são formas do ego em todos os seus diferentes meios. Mas o importante é compreender o ego e estou certo que vocês e eu estamos convencidos disto. Se me permitem acrescentar aqui, vamos ser sérios a respeito deste assunto; porque sinto que se vocês e eu como indivíduos, não como um grupo de pessoas pertencentes a certas classes, certas sociedades, certas divisões climáticas, pudermos compreender isto e agir a partir daí, então penso que haverá uma revolução verdadeira. No momento que isto se torna universal e melhor organizado, o ego se abriga aí; por outro lado, se você e eu como indivíduos podemos amar, podemos levar isto, de fato, para a vida cotidiana, então a revolução que é tão essencial acontecerá. Vocês sabem o que quero dizer com ego? Com isso, quero dizer a ideia, a memória, a conclusão, a experiência, as várias formas de intenções nomeáveis e não nomeáveis, o esforço consciente para ser ou não ser, a memória acumulada do inconsciente, o racial, o grupo, o individual, o clã, e tudo isto, seja projetado externamente em ação, ou projetado internamente como virtude; a luta atrás de tudo isto é o ego. Nele está incluída a competição, o desejo de ser. A totalidade desse processo é o ego; e nós sabemos de fato, quando estamos frente a ele, que ele é uma coisa maligna. Estou usando a palavra maligna intencionalmente, porque o ego divide; o ego está fechado nele mesmo; suas atividades, conquanto nobres, são separadas e isoladas. Sabemos tudo isto. Também sabemos como são extraordinários os momentos em que o ego não está, em que não há sentido de esforço, de empenho, e que acontecem quando existe amor.
Jiddu Krishnamurti
Em The Book of Life

A posse não dá o que é essencial à vida

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Anelavas pelo triunfo, meu filho, e por isso, partiste como flecha veloz buscando o alvo.

Teus pés andarilhos venceram caminhos e se feriram mil vezes, na louca armadilha de ahamkara (*)

Querias o mundo de ilusão e estavas cego.

A posse não dá o que é essencial à vida. 

Conquistaste espaço e maceraste os sentimentos, submetendo-os às circunstâncias criminosas porque desejavas vencer. 

Reuniste quinquilharias de prata, de ouro e pedras cujo brilho não lhes dá calor. 

Repousas  o  corpo  em  almofadas  de  seda,  de  veludo, caminhando  sobre tapetes preciosos e que o tempo também consome. 

Estás cansado, com fastio de tudo, sem realização interior. 

Despoja-te,  meu  filho,  de ahamkara e  abre  os  braços  à  luz  do  amor, triunfando sobre ti mesmo e tornando-te um Ganges purificado para todos quantos venham banhar-se nas águas dos teus sentimentos livres. 

Ahamkara - Ego - Literalmente significa eu faço. É o mantenedor do homem sob o domínio da ilusão.  

Rabindranath Tagore 
Por Divaldo Franco, Cap. XXXVI, no Livro: Pássaros Livres 

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Intuição. A mais alta faculdade humana

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O estudante da vida mergulhou o pensamento na pesquisa da verdade e, dominado pela cultura, procurou compreender Deus. 

A razão lhe abria os horizontes do entendimento, ao mesmo tempo queria explicar o inconcebível através dos limites da dúvida e da lógica, sem o lograr. 

Procurando o Mestre, indagou-lhe como penetrar em Deus. 

Havia ansiedade e amargura na pequenez da sua imensa ignorância.

O vento na ramagem das árvores modulava uma sonata. 

O Sábio, depois de meditar, apiedando-se, esclareceu: 

— O mar pode prescindir das ondas, mas não estas do oceano.

O finito está mergulhado no insondável, todavia,o oposto é impossível.

“A razão capta e entende os efeitos, tendo dificuldade de compreender as causas. A mais avançada ciência é incapaz de explicar o Onipotente, embora esclareça que, no mundo dos efeitos, o que o homem não fez, Ele o realizou.” 

“Somente  a  intuição,  a  mais  alta  faculdade  humana,  pode  penetrar  nas  causas  da 
vida e entender o seu Autor.”

“A partir daí, submergindo no oceano íntimo com ardente amor, encontrará Deus e O levará,  conscientemente,  por  toda  parte,  redescobrindo-O  onde  se  manifesta Sua presença.” 

O aspirante meditou na resposta, deixando-se tocar pelo profundo ensinamento e, a partir daí, voltou-se para a meditação, buscando superar a sombra da presunção e abençoar-se com a luz do Encontro Libertador. 

Rabindranath Tagore 
Por Divaldo Franco, Cap. XXXV, no Livro: Pássaros Livres 


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