SOBRE O ACERVO VIRTUAL HUBERTO ROHDEN & PIETRO UBALDI

Para os interessados em Filosofia, Ciência, Religião, Espiritismo e afins, o Acervo Virtual Huberto Rohden & Pietro Ubaldi é um blog sem fins lucrativos que disponibiliza uma excelente coletânea de livros, filmes, palestras em áudios e vídeos para o enriquecimento intelectual e moral dos aprendizes sinceros. Todos disponíveis para downloads gratuitos. Cursos, por exemplo, dos professores Huberto Rohden e Pietro Ubaldi estão transcritos para uma melhor absorção de suas exposições filosóficas pois, para todo estudante de boa vontade, são fontes vivas para o esclarecimento e aprofundamento integral. Oásis seguro para uma compreensão universal e imparcial! Não deixe de conhecer, ler, escutar, curtir, e compartilhar conosco suas observações. Bom estudo!

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

O Orkut e a obsolescência programada

Comentário(s)

Controlar e pautar grupos no facebook, é como tirar doce de crianças. É bem mais fácil do que no tipo de plataforma que o Orkut oferecia. Em termos de administração de comunidades, era sem sombra de dúvidas a melhor, que o digam os donos de comunidades. E os poderosos sabiam disso...

Muitas políticas e ideologias eram desmascaradas nas comunidades no Orkut. Havia recursos e ferramentas que facilitavam a interação, pesquisas, buscas avançadas, com um alcance impressionante. E esse, a meu ver, foi um dos motivos que levou o governo federal a optar por uma "Obsolescência programada", utilizada em produtos, ou naquilo que se queira uma “descartalização”. Em outras palavras, o governo trabalhou com o google para deixar o Orkut não funcional e assim venderem o produto desejado e parceiro: O facebook.

No facebook bastam 10 perfis de pessoas dispostas para monopolizarem grupos. Diferente de plataformas como o Orkut (e a VK), em que recursos como: discussões em fóruns, fechar tópicos, pesquisas avançadas, são possíveis, diminuindo as chances de controle dos MAV's - Militantes de Ambientes Virtuais. E os poderosos sabiam disso...

A plataforma de Mark Zuckerberg é muito boa para propagar notícias e fofocas rapidamente, mas em termos de troca de ideias, é uma lástima. Um exemplo,  alguém posta algo interessante. Você começa a trocar ideias, depois tem de sair, e volta horas depois. Quando já há mais de 1000 postagens. Para você pegar o fio de ariádne novamente, você busca sua última postagem naquele mural, subindo de 50 em 50 postagens num processo lento, até encontrá-la — no Orkut era paginada, como na Rede Social VK. Isso se você não clicar acidentalmente em algum link que te mande para a “terra do nunca”, sem possibilidade de retorno imediato — tendo que recomeçar tudo de novo! E os poderosos sabem disso...

Posso estar equivocado sobre a obsolescência programada no Orkut, mas tenho razões para acreditar nela¹. E a depender de mim, as pessoas saberão dessa nova Rede Social, onde a troca de ideias é muito mais eficiente do que o compartilhamento de trivialidades.  Tenho esperança de ver esta comunidade de Brasileiros | VK com 1.000.000 (UM MILHÃO DE MEMBROS!). Basta isso, para essa Rede Social ficar visível, e atrair meio mundo de pessoas. 

É o que precinto e acredito,  por isso farei o que estiver ao meu alcance nessa propaganda voluntária.

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¹Algumas curiosidades:




quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

O Pensamento e a Vontade da História

Comentário(s)

"A História caminha e o mundo evolve. Tudo isso, dado que corresponde a um plano inteligente e orgânico, não pode ser trabalho do homem, que se propõe objetivos totalmente diferentes, pessoais, e não coletivos. Quem seria então o autor disso? É essa vontade superior, que escolhe os homens adequados, utiliza-os, enquadra-os num trabalho que eles não veem e que, no entanto, executam, os dispõe num desenho que só aparece depois, visto de longe. É assim que eles acabam fazendo o que não tinham intenção de fazer, começando de um lado e terminando no lado oposto. Dessa forma, eles pensam que vencem, eles, por si mesmos que dominam, mas ao contrário lutam com o destino que, no terreno social, é reapresentado pela vontade da História que os comanda."
Pietro Ubaldi. (Livro: Profecias - Cap. II — O Pensamento e a Vontade da História)

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Moscati — O amor que cura (Filme legendado)

Comentário(s)

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O filme "Moscati - o doutor que virou santo" relata a vida de Giuseppe Moscati, médico italiano da região de Nápoles que viveu encarnado entre 1880 a 1927 e que dedicou sua vida ao atendimento dos humildes não obstante suas contribuições acadêmicas na área médica. O filme foi produzido pela televisão italiana RAI com relatos de contemporâneos do médico que, segundo muitos, operava curas extraordinárias em sua época e atendia diariamente a massa menos favorecida de Nápoles, geralmente provendo, junto a receita, uma ajuda em dinheiro para a compra do remédio. Poderíamos dizer que Moscati foi uma espécie de Bezerra de Menezes italiano.

Sua abdicação da vida material e carnal e seu engajamento numa medicina com a técnica voltada para o lado humano/social são emocionantes e muito bem trabalhados no filme, que enfativa, inclusive, várias reformas feitas à época por Moscati em favor de uma prática médica mais humanizada. Durante a vida extraordinária desse homem de grande elevação espiritual estão documentados vários fenômenos de natureza mediúnica/anímica. Dentre estes estão relatados no filme um chamado telepático, atendido prontamente por Moscati que chega a tempo de se despedir de um grande amigo antes da morte, e até mesmo uma aparição tangível de seu espírito a um amigo um dia após sua morte.

Além do reconhecimento e da memória até hoje tão lembrada na Itália, são atribuídos a Moscati vários "milagres" que teriam sido obtidos por sua intercessão. O mais famoso é de um jovem homem curado de leucemia após sua mãe ter sonhado com um homem vestido um jaleco branco cuidando de seu filho, que só mais tarde ela identificou por meio de fotografias tratar-se do famoso Giuseppe Moscati.

O reconhecimento a seu trabalho é tão grande que ele foi o primeiro médico moderno a ser canonizado, além de pertencer a um pequeno grupo de santos "leigos", que não trabalhavam diretamente junto a organização da Igreja. 

Filme muito bonito, mostra o amor ao próximo, à arte de cuidar e de servir de forma fiel ao chamado superior.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Os julgamentos

Comentário(s)

Numa pequena aldeia da Europa, havia um senhor muito sereno. Os tempo eram difíceis, com fome e guerras constantes. Esse senhor tinha, porém, um bem muito valioso, que não vendia a preço nenhum. Era um lindo cavalo branco. Diversos poderosos da região queriam comprar o cavalo, mas o velho não vendia. Dinheiro algum poderia pagar aquela amizade e carinho que ele tinha com o seu cavalo.

Certo dia, o cavalo sumiu da cocheira. Todos da aldeia foram até a casa do homem. Vários murmúrios eram ouvidos:

- Eu sabia que um dia isso iria acontecer. Um cavalo tão valioso, uma hora ou outra ia ser roubado. Seu burro, você deveria ter vendido ele antes de isso acontecer.

E assim por diante, o dia todo o velho ouviu comentários negativos, e a todos respondia:

- Vocês nem sabem o que aconteceu. Não julguem. Digam apenas que o cavalo não está mais na cocheira, não sejam precipitados. Se se trata de algo bom ou ruim, não sei. Só esperando para ver o que vai acontecer.

Todos riram, mas o velho ficou firme. Tinha confiança em si mesmo e sabia que não se pode julgar a partir de simples fragmentos.

Quinze dias se passaram e o belo cavalo brnaco voltou. Com ele, outros dez cavalos selvagens, tão belos quanto ele. Valiam uma fortuna. O cavalo não havia sido roubado, tinha apenas fugido para a floresta, mas voltou são e salvo. E o melhor, com companhia. Novamente as pessoas da vila se reuniram e comentavam.

-Velho, você estava certo. Não se tratava de algo ruim, mas sim de algo bom, foi uma benção.

- Novamente não sejam precipitados. Apenas digam que o cavalo está de volta. Quem sabe se é uma benção ou não? Ninguém sabe o que virá. Não se pode julgar um livro lendo apenas uma página – respondeu o senhor.

As pessoas acharam estranho, mas não comentaram muito. Como podia o velho não estar contente com dez cavalos novos?!

Os dias se passaram e o filho do senhor começou a treinar os cavalos selvagens. Poucas semanas depois, o garoto caiu de um dos cavalos e feriu a coluna. Ficou paralítico. Que desastre. As pessoas foram à casa do homem e tentavam se solidarizar. Diziam que o velho tinha razão. O que parecia uma benção, se mostrou uma desgraça. Mas ele retrucava.

- Vocês são obcecados por julgamentos. Digam apenas que meu filho não pode mais andar. Ninguém sabe o que virá. A vida é feita de fragmentos, ninguém sabe o dia de amanhã.

Como o país estava em guerra, todos os jovens da aldeia foram convocados para se alistar no exército. Soldados vieram e levaram todos os jovens, deixando os pais desolados e desamparados. Todos sabiam que a guerra era cruel e que os jovens não voltariam mais para suas casas. O único jovem a não ser levado foi aquele que não podia andar.

Novamente foram até a casa do senhor e disseram:

- Velho, você estava certo. Nada é definitivo. Aquilo que parece benção pode se tornar desgraça e vice-versa. Seu filho está paralítico, mas está com você. Os nosso filhos nunca mais voltarão.

- Vocês continuam julgando. Ninguém sabe o que virá. Vocês sabem apenas que seus filhos foram para a guerra, forçados pelo exército. Se isso é bom ou se é mau, só o futuro dirá – concluiu o senhor.

Fonte: internet

sábado, 3 de dezembro de 2016

Tragédias Coletivas - Artigo Divaldo Franco

Comentário(s)

Constantemente a humanidade é surpreendida por tragédias coletivas. Desde os fenômenos sísmicos às guerras, aos acidentes de várias ordens, demonstrando a fragilidade do ser humano ante as forças da natureza e as suas próprias paixões, que, amiúde, somos convidados a reflexionar em torno da transitoriedade carnal e sobre a continuidade da vida em outra dimensão.
Há poucos dias, um desastre aéreo de lamentáveis consequências feriu dezenas de famílias, ceifando vidas juvenis em plena busca da felicidade. Desejamos referir-nos ao acidente que arrebatou 71 vidas, especialmente de chapecoenses, deixando aflições inomináveis em muitos familiares e amigos.
Os conceitos filosóficos do materialismo diante do infortúnio não conseguem acalmar as ansiedades e as dores dos sentimentos vitimados pelas ocorrências infelizes do cotidiano, provocando, não raro, revolta e desespero.
Algumas correntes religiosas despreparadas para o enfrentamento dos desafios afligentes que ferem a humanidade simplificam a maneira de os encarar, transferindo para a “vontade de Deus” todas as ocorrências nefastas, sem que, igualmente, com algumas exceções, logrem o conforto moral e a esperança nas suas vítimas.
Ao Espiritismo cabe a tarefa urgente de demonstrar que a criatura humana é autora do próprio destino através dos atos que realiza.
A Divindade estabelece leis morais que atuam nas existências, com a mesma severidade que aqueloutras que regem o Universo e são inalteradas.
Embora Deus seja amor, o dever e o equilíbrio são expressões desse incomparável amor pelas criaturas.
O sofrimento não é um ato punitivo da Divindade, mas uma resposta da Vida ao comportamento malsão de quem se permite desrespeito aos supremos códigos.
Por intermédio da reencarnação o Espiritismo explica a lógica de acontecimentos tão funestos.
No caso em tópico, segundo a Imprensa, a Anac havia proibido a viagem programada, mas a fatalidade conseguiu uma maneira de atender ao determinismo cármico, mediante o aluguel de uma outra aeronave boliviana. Alguns sobreviventes e outros, que não puderam viajar por uma ou outra razão, foram poupados da terrível provação, por não fazerem parte do grupo comprometido com as Leis divinas.
Provavelmente essas vítimas resgataram antigo débito moral no seu processo evolutivo e foram reunidas para o ressarcimento coletivo, conforme a responsabilidade do conjunto em algum desmando anterior, de existência pregressa.
Hoje, no mundo espiritual, na condição de vítimas das circunstâncias de que não são responsáveis, encontram-se amparados por Espíritos nobres, que os auxiliarão a encontrar a plenitude. Aos seus familiares e amigos, apresentamos a nossa solidariedade. 

Divaldo Franco
Artigo publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião, em 1-12-2016.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

A Verdadeira Revolução

Comentário(s)




"Certamente, a única revolução verdadeira é liberar a mente de seus próprios condicionamentos e, portanto, da sociedade – não a mera reforma da sociedade... Não é uma revolução política ou econômica, nem paz através do terror. Para um homem sério o problema real é descobrir se a mente pode ser totalmente livre de todos os condicionamentos e assim, talvez, descobrir naquele extraordinário silêncio aquilo que está além de todas as medidas."

(Krishnamurti, Londres 17-6-1955)


domingo, 27 de novembro de 2016

Credo quia absurdum!

Comentário(s)

No mundo da Realidade Absoluta não há tempo nem espaço nem causalidade, categorias essas que pertencem ao mundo dos sentidos e do intelecto. E, quanto mais o homem se abisma nessa Absoluta e Eterna Realidade, tanto mais se distancia dessas noções inerentes ao universo fenomenal. Por isto, o conhecer do iniciado não é um processo silogístico, passo a passo, sucessivo como o andar parcelado de um viajor, que vence o caminho trecho após trecho, e, quando chega à beira duma torrente, procura alcançar a margem oposta lançando pedras no leito do rio e saltando de pedra em pedra. O movimento do iniciado não é, a bem dizer, um andar, mas um voar; de um jato, de um ímpeto súbito, chega ele às mais longínquas praias, aos mais distantes litorais, sem saber como, fora de tempo, espaço e causalidade. Não sabe como chegou à outra margem do grande abismo, só sabe que chegou e lá está com toda a certeza. Por esta mesma razão, também não está em condições de retraçar o caminho percorrido, ou melhor, transvoado; não o pode analisar, passo a passo, porquanto a transição do não-saber para o saber foi instantânea.

Quando um iniciado no reino de Deus tenta expor intelectualmente as suas experiências intuitivas, os seus lampejos divinos, não será difícil ao homem comum provar-lhe muitos ilogismos e contradições, e isto por uma razão muito óbvia: é que a experiência espiritual é um acontecimento inteiriço, total, simultâneo, panorâmico – ao passo que qualquer exposição intelectual do mesmo é sucessiva, parcelada, desenrolando-se dentro do âmbito do tempo triduracional e do espaço tridimensional, coisas essas inteiramente alheias à experiência intuitiva. Qualquer síntese espiritual posta em face duma análise intelectual aparece ilógica, absurda, falsa, ainda que na realidade seja incomparavelmente mais lógica, razoável e verdadeira do que todos os processos analíticos do homem meramente intelectual.

É este o sentido profundo daquela célebre e tão mal-entendida frase do grande Tertuliano: “Credo quia absurdum”, eu creio (no mundo espiritual) porque é bsurdo. “Absurdo” não quer dizer “contraditório”, mas “para além das raias da lógica intelectualista”, coincidindo com o sentido da palavra grega “paradoxo”. Se o mundo espiritual não fosse absurdo, paradoxal, não seria o que é. Se fosse apenas a soma total dos fenômenos individuais e parcelados, não seria o Todo, o Universal, o Absoluto, o Infinito, e, neste caso, seria a Realidade Espiritual analisável pela inteligência e silogisticamente demonstrável. Qualquer tentame de demonstrar intelectualmente a existência de Deus é um atentado de deicídio, porque um Deus cientificamente provado é um não-deus, e o autor desse tentame é um sem-deus, um ateu.

Quem anatomiza uma planta, mata-a.

Quem anatomiza a Deus, nega-o.

Qualquer processo de análise intelectual equivale a um trabalho de anatomia desintegrante e mortífera.

O Sermão da Montanha, sendo a Carta Magna do Cristianismo, é o documento clássico desse ilogismo intelectual e dessa lógica espiritual – razão por que é escândalo para os profanos e sabedoria divina para os iniciados.

(Huberto Rohden. Livro: Profanos e Iniciados)


Abusar, Recusar, Usar

Comentário(s)

O profano goza o mundo sem Deus. 

O asceta goza a Deus sem o mundo. 

O iniciado goza a Deus no mundo e o mundo em Deus.  

Esta terceira atitude genuinamente cristã é privilégio dos verdadeiros videntes, dos místicos  reais,  que ultrapassaram  todos  os  dualismos  e  pluralidades  do mundo temporal e atingiram a grande unidade e centralidade do mundo eterno.

Entretanto,  como  a  vasta  maioria  da  presente  humanidade  consta  ainda  de profanos, é praticamente aconselhável que o analfabeto se matricule na escola primária do ascetismo, a fim de aprender ao menos o abc do mundo espiritual. O  maior  dos males não  é  a  disciplina  férrea  do asceta,  mas  a  indisciplina  e soltura moral do profano materialista. Disto sabia o grande Mestre de Nazaré, quando  aconselhava  aos  seus discípulos  a  renúncia  ao  mundo,  a  fim  de poderem encontrar o reino de Deus. Também, como podia alguém vir a ser um luminar na universidade do cristianismo sem primeiro aprender o abc na escola elementar do ascetismo?

É tão suave e tão blandicioso alguém se ter em conta de iniciado, e falar mal dos ascetas, quando de fato está marcando passo no plano ínfimo de profano... Cuidado com a astúcia da vaidade e auto-ilusão!...

Entretanto,  persiste  a  grande  verdade:  a  perfeição  está,  não  em  desertar  do mundo para encontrar a Deus, mas em ver a Deus no mundo e o mundo em Deus.

O profano abusa do mundo, porque o considera um fim em si mesmo, e não um meio para fins superiores.

O asceta recusa o mundo, não o considerando nem como fim nem como meio. 

O verdadeiro iniciado usa o mundo, não como um fim, mas como um meio para alcançar o fim supremo. E,  sendo  que  o mundo  e todos  os  seres  que há no  mundo são creaturas do mesmo Creador, efeitos da mesma causa, reflexos do mesmo  sol  divino,  é  claro  que pelo  reto  uso  dos artefatos  pode  o  homem conhecer o Artífice. E, uma vez que Deus não existe para além, mas dentro de cada uma das suas obras, pode o vidente espiritual ver o Deus do mundo no mundo de Deus. O seu santuário é o universo, e o seu altar acha-se erguido onde  quer  que  exista  uma creatura  de  Deus – um  grão  de  areia,  uma gota d’água,  um  raio  solar, uma  flor,  um  inseto, uma  ave,  um  animal,  uma  alma humana... Adora a Deus por toda a parte, “em espírito e em verdade”... 

(Huberto Rohden. Livro: Profanos e Iniciados)

domingo, 20 de novembro de 2016

A Meditação e o dia-a-dia

Comentário(s)


Não creias que o esvaziamento necessário à tua implosão em Deus se realiza apenas nos breves momentos da meditação. É verdade que nesses instantes solenes teu psiquismo se move, graças a um impulso interior que visa a purificá-lo. Todavia o homem é o supremo artífice de suas horas. Deve crear-se e recrear-se a cada minuto. Isto o distingue dos outros seres da Natureza. 

A estes evolução acontece, ao homem ela pode estar submetida. 

Pergunta a ti mesmo, antes de mais nada, se a evolução ainda te acontece ou se podes já comandá-la. 

Procura saber de ti mesmo se estás a mercê do que te sucede de fora ou és, tu próprio, o grande acontecimento cósmico de dentro. 

Caso verifiques que és ainda conduzido e não condutor, aceita algumas sugestões: 

Torna-te senhor das tuas alegrias e das tuas tristezas, pois enquanto delas fores escravo, serás apenas alo-determinado e não auto-determinante. 

Aceita com gratidão o que te vier de fora, mas nada esperes do mundo, pois enquanto girares em torno de tuas esperanças, não poderás ser tu mesmo a esperança de teus irmãos - os homens. 

Não cobres nada a ninguém, pois enquanto o fizeres, estarás aguilhoado às algemas do toma-lá-da-cá e, conseqüentemente, não serás livre. Aprende a ciência da verdadeira fé, aquela que vê o invisível, pois enquanto os olhos se fixam tão somente nas coisas visíveis, não podes tornar-te um autêntico vidente da alma do Universo. 

Sê fiel a ti mesmo, pois enquanto estiveres disperso entre as opiniões e conveniências do mundo, não poderás conhecer o UNO que liga todos os diversos. Banha-te no oceano divino, que está em tua própria alma, e emergirás desse batismo renascido pelo espírito, pois só quando te impregnares da luz cósmica, poderás saboreá-la para o mundo.

Delfos

Livro: Reflexões no Meu Além de Fora (1989) Editora: Sociedade Editora Espírita F. V. Lorenz Capítulo 35.

sábado, 19 de novembro de 2016

"O Amor é a quinta força do Universo"

Comentário(s)

O AMOR É A QUINTA FORÇA DO UNIVERSO from Acervo Virtual on Vimeo.