domingo, 12 de maio de 2013

QUER ENTENDER? QUER SABER? SOCIALISMO NA ATUALIDADE

Por Eronildo Aguiar

Quer saber como acontece a desmoralização de um país (Brasil, Estados Unidos, por exemplo) ?

Quer saber como era, e ainda é, a subversão socialista para aparelhar e destruir uma nação, para implantação da ideologia comunista? Se você quer entender o que ocorre ao seu redor, sugiro que faça um esforço intelectual e um breve investimento de tempo. É muito importante que você veja todo o vídeo. Ele não é somente uma relíquia para que você possa entender mais sobre a Guerra Fria. Não!!! Ele explica o que vem ocorrendo no mundo nas últimas décadas, e que continuará ocorrendo nas próximas. 

Muito boa essa aula!! Garanto que não se arrependerá.

Yuri Bezmenov, ou Tomas Schuman, desertor soviético da KGB, detalha seu esquema para o processo da KGB de subversão e dominação de sociedades-alvo em uma palestra em Los Angeles, 1983.


Créditos: Graças ao esforço do amigo David Carvalho , divulgador incansável de vídeos e documentários que desmacaram a esquerda no mundo, o nosso agradecimento pelo esforço e empenho na edição das legendas, em português, de mais vídeos de Yuri Bezmenov, nosso já conhecido e admirável dissidente da KGB.

FORO DE SÃO PAULO E OS MÉDICOS CUBANOS

Acorda Brasill: O golpe do PT e os "médicos" de Cuba

sábado, 11 de maio de 2013

MARXISMO CULTURAL. ENTENDER PARA COMPREENDER

Entender o Marxismo Cultural é fundamental para compreender o que está ocorrendo em nosso país.

Vale a pena, pessoal!:


Parte 1



Parte 2


Parte 3



Artigo relacionado:

O PAPEL DA EDUCAÇÃO NO PENSAMENTO DE GRAMSCI
Por Eronildo Aguiar

sexta-feira, 26 de abril de 2013

DEMOCRACIA NO BRASIL SOB ATAQUE DO PT

Por Eronildo

A esquerda sabe que os aparelhos da Democracia são "porosos", são vulneráveis. 

Eles se infiltram em tudo, IMPRENSA, IGREJAS, EMPRESAS PÚBLICAS E PRIVADAS, etc., etc, etc. Em tudo que possa dar hegemonia e sustentação ao "partido príncipe". Eles vêem a Sociedade Política e Sociedade Civil como uma coisa só. Por isso, se infiltram, se infiltram, se infiltram... Numa penetração "virótica", em todos os organismos da Sociedade Civil [Da política já conquistaram], proclamam-se os verdadeiros "porta-vozes dos anseios da sociedade", para subvertê-la numa guerra de valores. 

Busquem conhecer as idéias de Antônio Gramsci, o Maquiavel moderno; seu livro: Cadernos do Cárcere é a bíblia das esquerdas; procurem saber mais sobre este italiano que tem seu pensamento danoso em grande parte dos males que estamos assistindo.
Para se aprofundar mais sobre o assunto:

Artigo relacionado:

segunda-feira, 8 de abril de 2013

AS COTAS SÓ SERVEM PARA FAZER POLÍTICA POPULISTA!




Por Eronildo Aguiar


Quem sofre preconceito no Brasil, hoje? Todos os pardos, todos os mestiços, todos os índios, todos os morenos, todos os mulatos, e atentem para isso: todos estes, sendo POBRES, sofrem; menos os brancos, estes, são priviliegiados por terem nascido claros; não merecem nada, nem cotas. Se nasceram brancos e POBRES, que se danem!

Esta é a lógica dos denfesores de cotas raciais. Vale lembrar que, todos os não brancos, são considerados negros (sabiam disso?) pelos que pretendem combater o racismo com políticas racistas. QUEM NÃO É BRANCO, É NEGRO! Segundo eles.

Vamos colocar os pingos nos " ís"? 

Pardos, mestiços, índios,  morenos, mulatos, não têm problemas de mobilidde social por serem "negros" [como querem os cotistas]. O que oblitera esta mobilidade no Brasil, é a incompetência política, é o descaso dos governantes contra o pobre-branco, contra o pobre-negro, contra o pobre-amarelo, e contra o pobre-índio, que recebem uma péssima educação. É tão ruim, que não conseguem competir no mercado, e a única forma de os políticos conseguirem ÍNDICES DE ASCENSÃO SOCIAL, é pela ARBITRARIEDADE DAS COTAS! Assim, poderão dizer: Vejam, quantos ascenderam socialmente no nosso governo! (já ouviram este discurso, né?) 

Sendo mais claro, o que ocorre é que o governo não consegue dar um ensino público de qualidade, equiparado com a qualidade obtida pelo setor privado, e tenta corrigir a incúria com cotas arbitrárias. Isso é confissão de incompetência. É a confissão de que a meritocracia foi mandada para a lata do lixo.

Artigo relacionado:
BRASIL: UM PAÍS DE BRANCOS E NEGROS?

sábado, 9 de março de 2013

QUANDO COMEÇA A VIDA HUMANA?

Por Eronildo

A vida humana começa no exato momento da concepção. Quando o zigoto é formado. 





Um espermatozóide não é uma vida humana em potencial. Esteja ele sozinho no colo uterino e nada, a partir dele, se realizará. Falta-lhe uma complementaridade. Um óvulo não é uma vida humana em potencial. Esteja ele no colo uterino e nada, a partir dele, se realizará. Falta-lhe um complemento.



Assim que o espermatozóide fecunda a óvulo, pronto, começa a vida humana em potencial. Qualquer intervenção a partir desse momento pode e deve ser considerada como um assassinato de uma vida humana. 

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

PÁGINAS ANTIGAS DO GOOGLE DISPONÍVEIS



No Estadão.com 


O Google era assim em 1998, quando estreou. Site Wayback Machine, que traz de volta páginas antigas da internet, está mais poderoso: agora tem conteúdo que vai de 1996 a 2012. Veja em http://archive.org/web/web.php
                      

PT E A ROTA PARA O CAOS [ESTADO INTERVENCIONISTA]

Por Eronildo Aguiar

“Mercado externo e mercado interno devem ser vistos como complementares e não como antagônicos.” 
(Fernando Henrique Cardoso – A arte da política, p. 579)


Um dos pressupostos da esquerda é o da necessidade de um Estado com poder centralizado, monopolista, controlador do mercado (Capitalismo) e das pessoas. Há uma resistência ferrenha ao mundo globalizado no pensamento de esquerda. O mercado externo ainda é visto como antagônico ao mercado interno. No dizer de FHC, querem uma “autonomia pela distância” ao invés de uma “autonomia pela participação."

Controlar o mercado, controlar as ações individuais, sempre foi o caminho antevisto por “eles” para a correção das desigualdades. No dizer de Shafarevich, um cientista soviético, caracterizam-se por um poder “piramidal”, de cima para baixo. De uma elite autoproclamada defensora dos pobres e oprimidos, mas que camufla suas reais intenções: A SEDE DE ESTAR E PERMANECER NO PODER! Argumentam “eles” que devido a ganância e o egoísmo humano evidenciados em toda parte o “Estado Forte” é uma necessidade. “Logo nós temos de impor controle sobre as pessoas”, justificam-se. Logo nós temos de pôr poder nas mãos de outros homens também egoístas e gananciosos”, retrucaria Milton Friedman, um dos pensadores liberais mais respeitados do século XX.

Este caminho para a correção das desigualdades por repressão do Estado, de cima para baixo, faz lembrar algumas experiências infelizes desta visão “piramidal”, avoenga, míope, no mundo contemporâneo:

“Tudo no Estado, nada contra o Estado, nada fora do Estado.”
(Mussolini)

“Para o Estado tudo. Para o indivíduo nada.”
(Stalin)

“Tu não és nada. Teu povo é tudo.” 
(Hitler)

É curioso ver os “progressistas” defendendo mais poderes para o Estado (políticos, ressalte-se!) e chamando de conservadores os liberais, que querem justamente o contrário: Menos poder para o Estado; menos impostos; menos poderes aos políticos; liberdade, livre mercado!! Em síntese, enquanto a esquerda quer mudar conservando (estatizando), a direita quer mudanças, mudando (privatizando). Se é que me entendem. 

Ranking do Desenvolvimento. Caímos para a 100ª posição. 

Infelizmente, no Ranking do desenvolvimento, o Brasil  já  está pior do que ano passado. Agora, ocupamos a centésima (100ª) posição. Estamos levando de goleado do Chile, que conquistou a 7ª posição entre os 10 primeiros do mundo. Pra se ter uma ideia do quanto estamos ruim, países que ocupam posições a partir da 145ª são considerados repressores.

Contra fatos não há argumentos. 

Ranking do Desenvolvimento:
http://www.heritage.org/Index/Ranking.aspx

Posição do Brasil - 2013
http://www.heritage.org/index/pdf/2013/countries/brazil.pdf

Posição do Brasil - 2012
http://www.heritage.org/index/pdf/2012/countries/brazil.pdf

Para finalizar. Esquerdistas do mundo inteiro, compreendam:

"Uma sociedade que coloca a igualdade antes da liberdade não terá nenhuma das duas. Uma sociedade que coloca a liberdade antes da igualdade terá um alto grau de ambas." - Milton Friedman

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

MENSAGEM DO PERDÃO


Este, é um dos textos mais belos que já li. Por isso mesmo, compartilho com vocês, meus amigos! Por sua beleza e profundidade, não deveria ser lido após um lufa-lufa de festa, mas, "ruminado", como diria o pensador Huberto Rohden. Assim, que seja lido com calma e com a alma! É um texto longo e leve, que tem uma estranha magia de se infiltrar de forma especial na mente e no coração de cada um. Valerá a pena reservar um tempo e ler até o fim. Boa leitura, e um feliz natal para todos:

***

Filho meu, minha voz não despreza tuas pequeninas coisas de cada dia, mas delas se eleva para as grandes coisas de todos os tempos.

Ama o trabalho, inclusive o trabalho material.

Coisa elevada e santa, o trabalho, presentemente, foi transformado em febre. De que não se tem abusado entre vós? Que coisa ainda não foi desvirtuada pelo homem? Em tudo vos excedeis e, por isso, ignorais o labor equilibrado, que tão elevado conteúdo moral encerra: se busca o necessário ao corpo, ao mesmo tempo contenta o espírito. E, no entanto, transformastes esse dom divino, com o qual poderíeis plasmar o mundo à vossa imagem, em tormento insaciável de posse. Substituístes a beleza do ato criador, completo em si mesmo, pela cobiça que nunca descansa. Quantos esforços empregados para envenenar-vos a vida!

Ama o trabalho, mas com espírito novo; ama-o, não pelo que ele é propriamente, porém, como um ato de adoração a Deus, como manifestação de tua alma, nunca como febre de riqueza ou domínio. Não prendas tua alma aos seus resultados, que pertencem à matéria e, portanto, sujeitos à caducidade; ama, porém, o ato, somente o ato de trabalhar. Não seja a posse, o triunfo, a tua recompensa, mas sim, a satisfação íntima de haveres cumprido, cada dia, o teu dever, colaborando assim no funcionamento do grande organismo coletivo.

Esta é a única recompensa verdadeira, indestrutível, solidamente tua; as demais depressa se dissipam e se perdem. Ainda que nenhum resultado positivo obtivesses, uma recompensa ficaria contigo para sempre: a paz do coração, paz que o mundo perdeu por prender-se às coisas concretas, julgando-as seguras.

Desapega-te de tudo, inclusive do fruto de teu trabalho, se queres entrar na posse da paz. Ocupa-te das coisas da Terra, mas apenas o suficiente para aprenderes a desapegar-te delas.

Toda construção deve localizar-se no teu espírito, deve ser construção de qualidades e disposições da personalidade, e não edificação na matéria, que é um remoinho de areia que nenhum sinal pode conservar.

Tudo o que quiserdes vos seja unido eternamente deve ser unido por qualidades e merecimento, deve ser enlaçado pela força sutil da Lei, por vós movimentada, nunca por vossa força exterior, ou por vínculos das convenções sociais ou ainda por liames da matéria. Só nesse sentido se pode realmente possuir: de outro modo, não obtereis senão a tristeza depois da ilusão e a consciência posterior da inutilidade de vossos esforços.

Outro grande problema, que voz diz respeito, é o amor. Elevai-vos em amor, como deveis elevar-vos em todas as coisas, se quereis encontrar profundas alegrias. Martelai vossa alma, num íntimo trabalho de cada dia, que vos leva à conquista de amores sempre mais extensos, únicos que têm a resistência das coisas terrenas.

Sabes que o amor se eleva do humano ao divino e que nessa ascensão ele não se destrói, mas se fortalece, aperfeiçoando e multiplicando-se. Segue-me e, então, poderás entoar o cântico do amor:

"Meu corpo tem fome e eu canto; meu corpo sofre e eu canto; minha vida é deserta e eu canto; não há carícias para mim, porém todas as criaturas vêm à mim. Meu irmão de mim se aproxima como inimigo, para prejudicar-me, e eu lhe abro os braços em sinal de amor. Eu vos bendigo a todos vós que me trazei dor, porque com ela me trazeis a purificação, que me abre as portas do Céu. Minha dor é um cântico que me faz subir. louvado sejas, ó Senhor, pelo que é a maior maravilha da vida; que as pobres intenções malignas de meu próximo sejam para mim a Tua Bênção ".

Estes meus ensinamentos são dirigidos mais à vossa intuição que ao vosso intelecto. Tem um sentido mais amplo o que vos tenho dito: a felicidade dos outros é vossa única felicidade, verdadeira e firme. Significa extinção dos egoísmos num amplexo universal de altruísmo. Tudo isso pode ser de fácil compreensão, mas é difícil senti-lo. Não procuro vossa razão que discute, antes busco essa visão interior que em vós opera, que sente por imediata concepção, que enxerga com absoluta clareza e lealmente se entrega à ação.

Peço-vos o ímpeto que somente nasce do calor da fé e que nunca vem pelos tortuosos caminhos do raciocínio. Não desejo erudição, pesquisas e vitórias do intelecto; quero, antes, que vejais, num ato sintético de fé e que imediatamente vivais vossa visão, e personifiqueis a idéia avistada, e resplendais vós mesmos, em seu esplendor. Somente então a idéia viverá na Terra e personificado em vós existirá um momento da concepção divina.

Não estou apelando para vossos conhecimentos nem para vosso intelecto, que não são patrimônios de todos, mas venho até junto de vós por caminhos inabituais e em vós penetro como um raio que desce às profundezas e dissipa as trevas, que cintila e vos arrasta através de novas vias, com forças novas, que levantarão o mundo como num turbilhão.

Também falarei, para ser entendido, a linguagem fria e cortante da razão e da ciência, porém usarei, acima de tudo, da linguagem ardente e direta da fé. Minha palavra será ora o brado de comando, ora a ternura de um beijo de mãe.

Para ser por todos compreendida, minha palavra percorrerá os extremos de sabedoria e de singeleza, de força e de bondade. Será pranto de amargura e remoinho de paixão; será nostálgico lamento, suspirando por uma grande pátria distante, como será também ímpeto de ação para até ela conduzir-vos. Minha palavra rolará, por vezes, como regato susurrante em verde campina, a trazer-vos o frescor das coisas puras; outras vezes trovejará com os elementos enfurecidos na fúria da tempestade.

Ao seio de cada alma quero descer e adaptar-me a fim de ser compreendido; para cada uma devo encontrar uma palavra que a penetre no mais íntimo, que a abale, que a inflame e a arroje para o alto, onde eu estou, que até junto de mim a conduza, onde eu a espero.

Almas, almas eu peço. para conquistá-las vim das profundezas do infinito, onde não existe espaço nem tempo, vim oferecer-vos meu abraço, vim de novo dizer-vos a palavra da ressurreição, para elevar-vos até mim, para indicar-vos um caminho mais elevado onde encontrareis as alegrias puras.

Vós vos identificastes de tal modo com a vida física que já não podeis sentir senão uma vida limitada como a do vosso corpo. Pobre vida, rápida e cheia de incertezas, enclausurada nas limitações de vossos pobres sentidos. Pobre vida, encerrada num ataúde, na sepultura que é o corpo a que tanto vos agarrais. Minha voz encerrará todos os extremos de vossas diferentes psicologias. Escutai-me!

Não vos ensino a gozar das coisas terrenas, porque são ilusórias; indico-vos as alegrias do céu, porque somente estas são verdadeiras. Minha verdade não é a fácil verdade do mundo; não vos prometo alegrias sem esforços, mas minha promessa não vos ilude. Meu caminho é caminho de dor, porém, eu vos digo que somente ele vos conduzirá à liberação e à redenção. Minha estrada é de luta e de espinhos, mas vos fará ressurgir em mim, que vos saciarei para sempre. Não vos digo: " Gozai , gozai ", como o mundo vos fala. O mundo, porém, vos engana, eu não vos enganaria nunca.
Minha verdade é áspera e nua, contudo é a verdade. Peço o vosso esforço, mas dou a felicidade. Digo-vos: " Sofrei ", mas junto de vós estarei no momento da dor; com piedade maternal, velarei por vós; medindo todo o vosso esforço, proporcionarei as provas segundo vossa capacidade; finalmente, farei o que o mundo não faz: enxugarei vossas lágrimas. 

O mundo parece espargir rosas, mas na verdade distribui espinhos; eu vos ofereço espinhos, porém vos ajudarei a colher rosas.

Segui-me, que o exemplo já vos dei. Levantai-vos, ó homens: é chegado o momento. Não venho para trazer guerra, mas, sim, paz. Não venho trazer dissensão às vossas idéias nem às vossas crenças: venho fecundá-las com meu espírito, unificá-las na minha luz.

Não venho para destruir e sim para edificar. O que é inútil morrerá por si mesmo, sem que eu vos dê exemplo de agressividade.

Desejaríeis sempre agredir, até mesmo em nome de Deus. Com que grande avidez ansiais por discussões e lutas contra vossos próprios irmãos, prontos a profanar, assim, minha pura palavra de bondade. Repito-vos: " Amai-vos uns aos outros ". Não discutais, mas dai o exemplo de virtude na dor, amai vosso próximo; aprendei a estar sempre prontos para prestar um auxílio, em qualquer parte onde haja um padecimento a aliviar, uma carícia a oferecer. Vossas eruditas investigações tornaram tão ásperas vossas almas que não vos permitiram avançar um só passo para o Céu.

Não venho para agredir, mas para ajudar; não para dividir, mas unir; não demolir, mas edificar. Minha palavra busca a bondade, antes que a sabedoria. Minha voz a todos se dirige. Ela é ampla como o universo, solene como o infinito. Descerá aos vossos corações, às vezes com a doçura de um carinho, outras vezes arrastadora como o tufão.

* * *

Do alto e de muito longe venho até vós. Não podeis perceber quão longo é o caminho que nós, puro pensamento, devemos percorrer a fim de superar a imensa distância espiritual que nos separa de vós, imersos na terra lodosa. Vossas distâncias psicológicas são maiores e mais difíceis de serem vencidas que as distâncias de espaço e tempo. Por isso, às vezes, chego fatigado. Minha fadiga, porém, não é cansaço físico: provém apenas do desalento que me nasce de vossa incompreensão. E, no entanto, minha palavra tem a doçura da eternidade e do infinito. Tem a tonalidade tão ampla como jamais possuiu a voz humana: deveríeis, por isso, reconhecer-me.

Venho a vós cheio de amor e de bondade, e me repelis. Eu, que vejo os limites da história de vosso planeta; eu, que num rápido olhar, vejo sem esforço toda a laboriosa ascensão desta humanidade cujo pai sou; eu me faço pequenino hoje, limito-me e me encerro num átimo de vosso momento histórico para que possais compreender-me.

Se vos falasse com minha voz potente, não me entenderíeis. Meu olhar contempla a Terra, quando o homem ainda não a habitava e também a vê no futuro distante, morta, a navegar no espaço como um ataúde de todas as vossas grandezas. Vejo vosso sol moribundo, depois morto e em seguida chamado a uma nova vida. Vejo, além desse átomo que é o vosso planeta, uma poeira de astros a revolutearem sem cessar pelos espaços infinitos, e todos eles transportando consigo humanidades que lutam, sofrem, vencem e se elevam. tudo vejo, tudo leio nos vossos corações como nos corações de todos os seres.

Além do vosso universo físico, vejo um maior universo moral, onde as almas, na sua laboriosa ascensão, cumprindo seu diuturno esforço de purificação para o Alto, cantam o mais glorioso hino à Divindade. Esplendorosa luz existe no centro moral do universo, luz que atrai todos os seres por uma força de gravitação moral mais poderosa do que aquela que mantém associadas no espaço as grandes massas planetárias e estelares. tudo vejo, mas nada falo para não vos perturbar. tudo vejo e minha mão possante firma o destino dos mundos. Poderia mudar o curso dos astros, mas nós somos lei, ordem e equilíbrio e não aprovamos violações. Empunho o destino dos povos e, no entanto, venho humildemente até vós, para entre vós colher o perfume que se desprenda de uma alma simples. Esse é meu único conforto, quando desço ao vosso mundo, às camadas profundas e obscuras de matéria densa, formadas de coisas baixas e repugnantes. Aquele perfume parece perder-se na vossa atmosfera carregada de emanações perniciosas, como que vencido pelas forças envolventes do mal. Eu o percebo, no entanto, elegendo-o, e recolho como se guarda uma jóia humilde e gentil, desabrochada na lama, e a guardo em meu coração, onde ela repousará. É o único carinho que encontro em vosso mundo, o único hino, puro e singelo, que me faz descansar. Como a criancinha repousa aos cânticos de sua mãe, que lhe parecem os mais belos, assim me acalento, invadido por infinita doçura, no seio dessas vozes humildes dispersas em vosso mundo.

Essa é a única trégua em meio ao trabalho de iluminar e guiar-vos, ó homens rebeldes, que acreditais dominar e sois dominados, que pensais subir, mas, na verdade, desceis. Eu poderia, contudo, atemorizar-vos por de prodígios, aterrorizar-vos com cataclismos. Convencer-vos-ia, no entanto? Minha mão se levanta sobre vós, que sois maus, como uma bênção, nunca para vinganças.

Não vos iludais: reconhecei a minha voz. Reconhecei-a pela sua imensa tonalidade, pela sua bondade sem fronteiras. Algum homem, porventura, já falou assim? falo-vos de coisas singelas e elevadas, de coisas boas e terríveis. Sou a síntese de todas as Verdades.

Não me oponhais barreiras de vossas almas, mas escutai, ponderai, deixai que este raio de luz que vem de Deus desça à vossa consciência e a ilumine. Eu vô-lo rogo, humilhando-me em vossa presença; humildemente, para vossa salvação, eu vos suplico: escutai a minha voz!

Que sobre vós desça a paz. A paz! A paz que não mais conheceis venha sobre vossas almas! Entre vós e a divina justiça está minha oração: "Deus, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem".

Pobres seres perdidos na escuridão das paixões; pobres seres que tomais por luz verdadeira o ouropel fascinador das coisas falsas da Terra! Pobres seres, maus e perversos! E, no entanto, sois meus filhos e por amor de vós de novo subiria à cruz para vos salvar. Pobres seres que, numa vitória efêmera de matéria, que chamais civilização, haveis perdido completamente o único repouso do coração — a minha paz.

Escutai-me. Falo-vos com amor, imenso amor. Fui por vós insultado e crucificado, e vos perdoei; perdôo-vos ainda e ainda vos amo. Trago-vos a paz. Até junto de vós retorno para falar-vos de uma ciência que a vossa não conhece, para pronunciar-vos a palavra que nenhum homem sabe falar, palavra que vos saciará para sempre. Escutai-me.

Minha voz conduzirá vosso coração a um êxtase que nenhuma vitória material, que nenhuma grandeza do mundo jamais vos poderá dar.

Como um clarão intuitivo, minha luz espargirá sobre vós uma compreensão a que os laboriosos processos de vossa razão não chegarão jamais. A razão, filha do raciocínio, discute e calcula, mas eu sou o clarão que em vós se acende e pode, num átimo, transformar-vos em heróis. Aceitai, suplico- vos, este supremo dom que vos ofereço e pelo qual vim de tão longe até junto de vós: aceitai esta dádiva esplêndida, que é a minha paz. É a bem-aventurança do céu, que vos trago de mãos cheias; é a felicidade que coisa alguma terrena jamais vos poderá dar. Reconhecei a minha paz! Para recebê-la, abri todas as portas de vossa alma! Dela saciai-vos, com ela inebriai-vos! É um dom imenso que vos trago do seio de Deus, é uma graça com que o meu imenso Amor recompensa a vossa ingratidão.

Até vós eu venho, trazendo os mais lindos dons, para derramar sobre vossas almas a verdadeira felicidade. Venho para suavizar a Justiça Divina. Fiz longa e fatigante viagem, do meu Céu radioso às vossas trevas. Vim espontaneamente, pelo amor que vos consagro. Não renoveis as torturas do Getsêmani, as angústias da incompreensão humana, os tormentos de um imenso amor repelido.

Quem sou eu? - perguntais-me.

Sou o calor do sol matinal que vela o desabotoar da florzinha que ninguém vê; sou o equilíbrio que, na variação alternadora dos elementos, a todos garante a vida. Sou o pranto da alma quebrantada, em que desabrocha a primeira visão do divino. Sou o equilíbrio que, nas mudanças dos acontecimentos morais, a todos promete salvação. Sou o rei do mundo físico de vossa ciência; sou o rei do mundo moral que não vedes.

Sempre me procurais, em toda a parte. Sempre mais profundamente vos escapo, de fibra em fibra, nas vossas mesas de anatomia, de molécula em molécula nos vossos laboratórios. Vós me procurais, dilacerando e dissecando a pobre matéria: mas eu sou espírito e animo todas as coisas. Não com os olhos e os instrumentos materiais, mas somente com os olhos e os instrumentos do espírito podereis encontrar-me.

Escutai com atenção esta grande palavra: desejo que o equilíbrio, violado pela vossa maldade, se restabeleça pelos caminhos do amor e não pelo castigo. Compreendeis a grande diferença?

Eis as razões da minha intervenção, da minha presença entre vós.

A Lei quer o equilíbrio. É a Lei. Vós a desrespeitastes com vossas culpas, ultrajando assim a Divindade. O equilíbrio "deve" restabelecer-se, a reação "deve" verificar-se, o efeito "deve" acompanhar a causa, por vós livremente buscada.

Deus vos quer livres, já o sabeis. Pois bem, eu venho para que o equilíbrio se restabeleça pelos caminhos do amor e da compreensão; venho para incitar-vos, com palavras de fogo, ao entendimento, estimular-vos a retomar livremente a via da redenção; finalmente, venho ensinar-vos a fazer de vossa liberdade um uso que vos eleve e salve, e não que vos rebaixe e condene. Venho tornar-vos conscientes dessa Lei que vos guia e da maneira de restaurardes a ordem violada, a fim de que essa violação não venha a recair sobre vós, como tremendo choque de retorno que destruirá vossa civilização.

Venho para salvar-vos, para salvar o que de melhor possuís, o que fatigosamente os séculos têm acumulado, ao preço de muitas dores e de muito sangue.

Entre a necessidade férrea da Lei que, inexoravelmente, volve ao equilíbrio, interponho hoje o meu amor e a minha luz, como já interpus a minha dor e o meu martírio!

Homens, tremei! É supremo o momento. É por motivos supremos que do Alto desço até vós. Escutai-me: o mundo será dividido entre aqueles que me compreendem e me seguem e aqueles que não me compreendem e não me seguem. Ai destes últimos! Os primeiros encontrarão asilo seguro em meu coração e serão salvos; sobre os outros a Lei, não mais compensada pelo meu amor, descerá inelutavelmente e eles serão arrastados por um vendaval sem nome para trevas indescritíveis.

Sou o sorriso da criança e a carícia materna; sou o gemido daquele que corre implorando salvação; sou o calor do primeiro raio de sol da primavera, que traz a vida e sou o vendaval que traz a morte; sou a beleza evanescente do momento que foge; sou a eterna harmonia do universo.

Sou Amor, sou Força, sou Idéia, sou Espírito que tudo vivifica e está sempre presente. Sou a lei que governa o organismo do universo com maravilhoso equilíbrio. Sou a Força irresistível que impulsiona todos os seres para a ascensão. Sou o cântico imenso que a criação entoa ao Criador.

Tudo sou e tudo compreendo, até o mal, porquanto o envolvo e o limito aos fins do bem. Meu dedo escreve, na eternidade e no infinito, a história de miríades de mundos e vidas, traçando o caminho ascensional dos seres que para mim se voltam, seres que atraio com meu Amor e que recolherei na minha luz.

Muitos mundos já vi antes do vosso, muitos verei depois dele. Vossas grandes visões apocalípticas para mim são pequeninas encrespaduras nas dimensões do tempo. Virei, entre raios de tempestade, para dobrar os orgulhosos e elevar os humildes. Virei vitorioso na minha glória e no meu poder, triunfante do mal, que será rechaçado para as trevas.

Tremei, porque quando eu já não for o Amor que perdoa e vos protege, serei o turbilhão que tempestua, serei o desencadear dos elementos sem peias, serei a Lei que, não mais dominada pela minha vontade, trazendo consigo a ruína, inexoravelmente explodirá sobre vós.

Tudo é conexo no universo; causas físicas e efeitos morais, causas morais e efeitos físicos. Um organismo compressor vos envolve e nele estais presos em cada ato vosso.

Minha poderosa mão firma o destino dos mundos e, no entanto, sabe descer até a mais humilde criancinha para lhe suster, carinhosamente, o pranto. Essa é minha verdadeira grandeza.

Ó vós que me admirais, tímidos, no ímpeto da tempestade, admirai-me, antes, no poder que tenho de fazer-me humilde para vós, no saber descer do meu elevado reino à vossa treva; admirai-me nessa força imensa que possuo de constranger meu poder a uma fraqueza que me torna semelhante a vós.

Não vos peço que compreendais meu poder, que me situa longe de vós; rogo-vos que compreendais o meu amor que me assemelha a vós e me coloca ao vosso lado. Meu poder poderá desalentar-vos e atemorizar-vos, dando-vos de mim uma idéia não justa, a de um senhor vingativo e despótico. Não quero vossa obediência por temor. Agora deve despontar uma nova aurora de consciência e de amor. Deveis elevar-vos a uma lei mais alta e eu retorno hoje para anunciar-vos a boa nova. Não sou um senhor vingativo e tirânico, como outrora, por necessidade, me supuseram os povos antigos; sou o vosso amigo e é com palavras de bondade que me dirijo ao vosso coração e à vossa razão.

Não mais deveis temer, mas, sim, compreender. Vossa razão infantil já acordou e nela venho lançar minha luz. Sou síntese de verdade e em toda a parte ela surgirá, atingindo a luz da vossa inteligência.

Não trago combates, mas paz. Não trago divisões de consciência e, sim, união de pensamentos e de espíritos.

A humanidade terrestre aproxima-se de sua unificação, numa nova consciência espiritual. Não vos insulteis, pois; antes, compreendei-vos uns aos outros. Que cada um concorra com o seu grãozinho para a grande fé e que esta vos torne todos irmãos.

Que a religião, que é revelação minha, e a ciência, que é o vosso esforço e todas as vossas intuições pessoais se unam estreitamente numa grande Síntese, e seja esta uma síntese de verdade.

Porque eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida.


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"Sua Voz", por Pietro Ubaldi, 2 de Agosto de 1932, dia do "Perdão de Porciúncula" de S. Francisco de Assis

domingo, 16 de dezembro de 2012

GOOGLE PLUS TÁ VINDO COM TUDO!!



Para quem ainda não aderiu ao Google +, fica a dica.  Pelo visto, estamos assistindo a uma mudança excepcional na forma de interação de sites [Youtube, Orkut, Blogger, Etc.]! O Google Plus tá vindo com tudo. Recomendadíssimo!!!

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

ALUNOS FILÓSOFOS

Por Eronildo Aguiar
Terminada a aula de Filosofia no 9º ano, um aluno me questionou: Professor, o senhor acredita na existência de Deus? Respondi: A pergunta teria que ser modificada viu, Ary? 'Existência' é uma palavra que pode ser entendida como: "Mostrar-se, estar do lado de fora". Desta maneira, não é acertado perguntar sobre Deus existir, pois se Ele corresponder a "algo que está fora" num mostrar-se, Ele seria um efeito, e sendo um efeito, já não seria Deus, pois teria se originado de uma causa. A pergunta mais acertada, seria: Se Deus é uma realidade (?).... E o Ary, já um pouco impaciente comigo: Certo, professor. Mas, o senhor acredita nesta Realidade? Respondi: Sim. Acredito. Ao que ele retrucou: eu não acredito (tentando finalizar a conversa, ao mesmo tempo que apertava os lábios). Então, fiz uma reflexão em voz alta, para que ele juntamente com o Felipe (que ouvia atentamente) me acompanhassem no raciocínio:

Há algumas possibilidades para responder sobre os objetos concretos percebidos pelos nossos sentidos (Estrelas, o Sol, os Planetas, O Sistema Solar, etc). Se uma Realidade desconhecida, um Princípio Criador não for real,  eles surgiram do nada, e os que não acreditam em Deus estarão certos. Deus não "existirá". Mas, a razão nos diz que, do nada, nada pode surgir... O que é o nada? O nada, nem definido pode ser, porque não é nada. Do nada, nada surge, nem definição! Isso parece lógico, não acham? Uma segunda possibilidade, é a destes objetos terem surgido de uma Causa. Seriam provenientes dessa Realidade Desconhecida. Ou são objetos surgidos do nada, como os que negam o Princípio Criador (Deus) dizem, ou são originados desta Causa que,  embora não se tenha evidências, a razão aceita facilmente. Pergunto: vieram do nada, ou vieram de uma Realidade desconhecida? "Não há efeito sem causa", é um axioma de Ciência. Esta Realidade não é algo (efeito), não é efeito, não é alguém (efeito), não é do mundo da Ciência (humana), mas parece autoevidente, e a razão aceita. O que acham?”

A conversa continuou por mais alguns minutos com  eles (Ary e Felipe), e outros que se mostraram pensativos, e inquietos. Não mais afirmaram nada, mas ficaram pensativos. Enquanto saí, pensando nesses meus alunos filósofos...

terça-feira, 20 de novembro de 2012

BRASIL: UM PAÍS DE BRANCOS E NEGROS?

Por Eronildo Aguiar

IBGE 2010


Pessoal, o texto ficou longo. Mas valerá a pena ler até o fim. Com ele, você tomará conhecimento de algumas questões essenciais para entender as políticas de cotas raciais e ações afirmativas no Brasil de hoje. 

***

O Programa Nacional dos Direitos Humanos, criado em 1996 pelo então sociólogo e ex-presidente Fernando Henrique Cardoso assim se referia à matéria em questão:

“Determinar ao IBGE a adoção do critério de se considerar os mulatos, os pardos e os pretos como integrantes do contingente de população negra”. 

Determinar que todos os miscigenados sejam considerados negros, era o que se objetivava na nota. Caberia aqui dois questionamentos: Seria correto extinguir os pardos batizando-os de afrodescendentes? O que é um pardo senão um afro-euro-branco-amarelo-vermelho-descendente?  Mesmo não sendo adotada tal determinação, o censo, que antes apresentava 34,2% da população brasileira pobre como sendo branca, 7,1% como Negra e 58,7% como parda, passou a ser lido pelos defensores das políticas de ação afirmativa, sob os novos conceitos, em que o percentual dos negros sempre é inflado (neste caso de 7,1% para 65,8% quando somado aos 58,7% dos pardos) . A partir de uma simples portaria, que não chegou a entrar em vigor, o Brasil, um país tradicionalmente miscigenado, está sendo transformado num país adredemente bicolor. Literalmente dividido entre “Brancos” e “Negros”. 


Para os defensores de cotas raciais pardo é considerado negro. Em seu livro Não Somos Racistas – Uma reação aos que querem nos transformar numa nação bicolor, o Jornalista e Cientista Social Ali Kamel, esclarece:

Os artigos desses pesquisadores, seguindo as categorias usadas pelo IBGE, primeiro estratificam a população entre brancos, pretos (que eu chamo aqui negros), pardos, amarelos e indígenas para, logo depois, agrupar negros e pardos e chamá-los a todos de negros (desse ponto em diante, na verdade os números se referem sempre à soma de pardos e negros). Geralmente os pesquisadores fazem a seguinte observação, em letras pequenas, ao pé da página: “a população negra ou afro-descendente corresponde ao conjunto das pessoas que se declaram pretas ou pardas nas pesquisas do IBGE.” (KAMEL, p. 50, grifo meu)

Tal medida fez com que várias ações afirmativas de viés segregacionista no país se legitimassem e a discussão sobre o problema do preconceito racial no Brasil se ampliasse. Uma destas famigeradas, sintetizada no Estatuto da Igualdade Racial do Senador Paulo Paim (PT/RS), não tratava de igualar os direitos para todos os cidadãos, mas dividir, separando os negros em seus direitos à educação, à saúde, ao trabalho, ao lazer, à cultura, num verdadeiro apartheid à brasileira, como se isso já não fosse garantido na Constituição a todos os brasileiros sem distinção de raça. O que é corretíssimo mormente quado se leva em conta que “nós somos 99,9% geneticamente iguais, independentemente de raças.” (Francis Collins e J. Craig Venter - Líderes das equipes pública e privada dos projetos de mapeamento do genoma humano)

Numa nota que merece ser destacada, esclarece Ali Kamel, “todas as políticas de cotas e ações afirmativas se baseiam na certeza estatística de que os negros são 65,8% dos pobres [38 milhões] quando, na verdade, eles são apenas 7,1%. 4 milhões] ” (KAMEL, p. 52, 2006, colchetes meus).

Todos são iguais perante a lei, assim é iniciado o parágrafo 5º da Constituição Brasileira de 1988. É um direito de igualdade garantido e assegurado universalmente. O texto constitucional é claro e não deixa margens a manobras políticas que colimem uma igualdade que não seja aquela passível de aplicação a todos os cidadãos indistintamente. No artigo 3º, o objetivo é o do “bem de todos os brasileiros, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”. Notadamente, nada, no texto constitucional, admite a produção de leis raciais. 

Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade [...] (Constituição da República Federativa do Brasil)

É sobre esta perspectiva, de viabilidade ou inconstitucionalidade, na criação e aplicação de políticas de ação afirmativa, que se tenta aqui encontrar respostas para o melhor caminho para o Brasil. Afinal de contas, qual o projeto de país que se quer?

Como tudo faz crer, o princípio da igualdade, redigido na Constituição brasileira, está, aos poucos, sendo preterido pelo princípio da diversidade, sob um viés notadamente ideológico. Kamel sintetiza o processo em que o Brasil de racistas foi se construindo:

Foi um movimento lento. Surgiu na academia, entre alguns sociólogos na década de 1950 e, aos poucos, foi ganhando corpo até se tornar política oficial de governo. Mergulhado no trabalho jornalístico diário, quando me dei conta do fenômeno levei um susto. Mais uma vez tive a prova de que os grandes estragos começam assim: no início, não se dá atenção, acreditando-se que as convicções em contrário são tão grandes e arraigadas que o mal não progredirá. Quando acordamos, leva-se o susto. Eu levei. E, imagino, muitos brasileiros devem também ter se assustado: quer dizer então que somos um povo racista? (KAMEL, p. 17, 2006)

Se lido com neutralidade todos os dados apresentados pelo IBGE, as conclusões não serão outras, que não as da exclusão social. Por exemplo, nos dados sobre o valor médio do rendimento e número médio de anos de escola, por cor das pessoas apresentado:



Estas informações sugerem que a pobreza e as carências educacionais são um pouco maiores entre os “pardos” que entre os “negros”, ou seja, como há “pardos” das mais diversas tonalidades, o problema de exclusão seria de ordem social e não racial. Numa leitura em que os negros estariam sofrendo preconceito individual e institucional em relação aos brancos, seria preciso, sob o mesmo critério, afirmar que os brancos estariam sofrendo do mesmo tipo de preconceito, em relação aos amarelos.

Conclusão

Dentro de tamanha problemática racialista, a pergunta que persiste, após esta tentativa de esclarecimento é: Qual o verdadeiro motivo das lutas políticas de cunho segregacionista no Brasil? Quando se tem Leis que tornam improfícuas, no plano político, qualquer ação afirmativa pautada na concepção de raça! 

Se o leitor que pensa diferente analisar tudo o que aqui é exposto, sem aquele prejudicial “sentido derivado da teoria”, irá perceber que aqueles que, como eu, vêem de outra forma, e que são contra a transformação do Brasil num país bicolor, contra as políticas racistas para combater o racismo, não estão do outro lado nessa história, mas do mesmo lado no combate. Só temos soluções diferentes para um problema que atinge a todos. Será preciso recordar aqui a declaração dos líderes dos projetos de mapeamento do genoma humano: "Nós somos 99,9% geneticamente iguais, independentemente de raças!"¹ para que se entenda que o conceito de raça (Branca, Negra, Amarela, Vermelha) é tão somente uma convenção humana que não encontra respaldo na ciência? 

O mais preocupante dessa história é que, aprovadas tais ações afirmativas — segregacionistas, ressalte-se! — o conceito de cidadania esvazia-se de universalidade na razão direta de sua subordinação ao conceito de raça. Isso tudo merece uma tremenda reflexão. Principalmente daqueles que estão à frente de movimentos populares e que se pretendem portadores da voz das minorias e da razão.

sábado, 17 de novembro de 2012

SER CULTO PARA SER LIVRE

Por Eronildo Aguiar
Formar é dar forma. De fora para dentro. Como os escultores que dão forma as pedras informes. Os pintores, que dão vida a quadros brancos (sem informação); e ainda, os escritores que serão lembrados pela forma de suas idéias registradas nos livros. Formar homens de cultura de papagaio ou dar toda a liberdade e informação possível para que eles mesmos se tornem cidadãos auto-educados? Qual o melhor caminho? Eis o busílis de toda à questão!

Mas, e se o caminho de formação dos cidadãos for equivocado? Medido pela régua de quem pretende formar “novos homens" ? Todos os regimes totalitários tinham como bandeira formar o Homem Novo, o Homem Integral. Tanto Comunismo como Nazismo foram pelo caminho do formar. Para ter bom caráter, é preciso ser educado. A palavra educar, vem do verbo eduzir, é o contrário de induzir. Educação se dá de dentro para fora (é individual), ao contrário da indução que se dá de fora para dentro. É o caminho tomado pela maioria das escolas no mundo. Instruem mas não educam. Induzem mas não fazem eduzentes.

A bem da verdade, ninguém pode ser educado por outro, mas poderá ser instruído (de fora para dentro) indutivamente; caso tenha liberdade e muita informação, o cidadão poderá ser alguém de um belo caráter por sua própria educação (de dentro para fora). Podendo assim, se tornar um homem formado, ou um homem auto-formado!

Isso dependerá muito dele, e da forma como foi instruído.

O BEM ESPONTÂNEO E O BEM POR INTERESSE

Por Eronildo Aguiar
Há uma diferença entre ser bom e parecer-se bom [ter atos de bondade].

Quem é bom, ama naturalmente. Quem parece ser bom, "ama" teatralmente. No primeiro caso, o indivíduo integrado no Amor (no Eu central, em Deus) faz o bem de forma natural, espontânea, desinteressada. No segundo, na inteligência (Ego periférico), o sujeito busca realizar o bem, mas o faz de forma interesseira, e é carente de recompensa [na Terra, ou no Céu]. Um é ético, o outro estético. Um é bom na essência, o outro na aparência. Um é o artista, o outro o artífice. O primeiro é da consciência do ser, o segundo da ciência do ter. Um é livre, o outro escravo.

Recordemos Jesus:

 "Conhecereis a verdade [do ser] e a verdade vos libertará [do ter]."

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

PACIFISTAS E PACIFICADORES

Por Eronildo Aguiar
Dar aula é um mistério. As vezes a gente se programa e a aula não flui, e há casos de improviso que saem melhor do que o esperado. Foi o que ocorreu nesses dias, numa aula de Filosofia para o 9º ano do ensino fundamental II. O tema era: Paz e Guerra. 

Comecei  lembrando a falta de um bom dicionário de filosofia para o português. Há certas ideias que carecem de palavras precisas para moldar um conceito satisfatório. No caso da Paz, por exemplo, ao se falar de pacificadores e pacifistas há uma necessidade de distinção. Uns e outros são diferentes, filosoficamente falando. Pacificador é aquele que consegue promover uma paz temporal, se impondo muitas vezes pelo uso da força física - Fala-se em polícia pacificadora, não em polícia pacifista. O pacifista não intimida, simplesmente convence. O primeiro denota poder pelo temor, o segundo por amor a alguma causa. Um impõe, o outro propõe. Um é mando, o outro é convite. Exército inglês e Mahatma Gandhi podem ser tomados como exemplos respectivos de pacificador e pacifista.

Pacifistas e pacificadores têm princípios diferentes. O primeiro grupo é norteado pela ética, o segundo por leis humanas . O primeiro, é de consciência  [ou religião]; o segundo, da ciência. É comum pacifistas serem tidos como homens de religião e pacificadores como homens da ciência. Os primeiros são amados, o segundo, temidos.