ACERVO VIRTUAL HUBERTO ROHDEN & PIETRO UBALDI

Para os interessados em Filosofia, Ciência, Religião, Espiritismo e afins, o Acervo Virtual Huberto Rohden & Pietro Ubaldi é um blog sem fins lucrativos que disponibiliza uma excelente coletânea de livros, filmes, palestras em áudios e vídeos para o enriquecimento intelectual e moral dos aprendizes sinceros. Todos disponíveis para downloads gratuitos. Cursos, por exemplo, dos professores Huberto Rohden e Pietro Ubaldi estão transcritos para uma melhor absorção de suas exposições filosóficas pois, para todo estudante de boa vontade, são fontes vivas para o esclarecimento e aprofundamento integral. Oásis seguro para uma compreensão universal e imparcial! Não deixe de conhecer, ler, escutar, curtir, e compartilhar conosco suas observações. Bom Estudo!


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domingo, 25 de dezembro de 2011

Biografia - Teilhard de Chardin

Comentário(s)




Teilhard de Chardin

Pierre Teilhard de Chardin (Orcines, 1 de maio de 1881 — Nova Iorque, 10 de abril de1955) foi um padre jesuíta, teólogo, filósofo e paleontólogo francês que tentou construir uma visão integradora entre ciência e teologia. Através de suas obras, legou para a sua posteridade uma filosofia que reconcilia a ciência do mundo material com as forças sagradas do divino e sua teologia. Disposto a desfazer o mal entendido entre a ciência e a religião, conseguiu ser mal visto pelos representantes de ambas. Muitos colegas cientistas negaram o valor científico de sua obra, acusando-a de vir carregada de um misticismo e de uma linguagem estranha à ciência. Do lado da Igreja Católica, por sua vez, foi proibido de lecionar, de publicar suas obras teológicas e submetido a um quase exílio na China.

"Aparentemente, a Terra Moderna nasceu de um movimento anti-religioso. O Homem bastando-se a si mesmo. A Razão substituindo-se à Crença. Nossa geração e as duas precedentes quase só ouviram falar de conflito entre Fé e Ciência. A tal ponto que pôde parecer, a certa altura, que esta era decididamente chamada a tomar o lugar daquela. Ora, à medida que a tensão se prolonga, é visivelmente sob uma forma muito diferente de equilíbrio – não eliminação, nem dualidade, mas síntese – que parece haver de se resolver o conflito."


Biografia

Criado em uma família profundamente católica, Chardin entrou para o noviciado da Companhia de Jesus em Aix-en-Provence no ano de 1899 e para o juniorado em 1900, em Laval. Era a época das reformas liberais de Waldeck-Rousseau, que retirara das universidades católicas o direito de conceder graus e posteriormente dissolveu as ordens religiosas e expulsou vinte mil religiosos da França.[1] Por este motivo, teve que deixar a França e os seus estudos prosseguiram na ilha de Jersey, Inglaterra, onde cursou filosofia e letras. Licenciou-se neste curso em 1902. Entre 1905 e 1908 foi professor de física e química no colégio jesuíta da Sagrada Família do Cairo, no Egito, onde teve oportunidade de continuar suas pesquisas geológicas, iniciadas na Inglaterra. Seus estudos de teologia foram retomados em Ore Place, de 1908 a 1912. Ordenou-se sacerdote em 1911.

Entre 1912 e 1914 cursou paleontologia no Museu de História Natural de Paris. Foi a sua porta de entrada na comunidade científica. Durante seus estudos teve a oportunidade de visitar os sítios pré-históricos do noroeste da Espanha, entre eles, a Caverna de Altamira.

Durante a Primeira Guerra Mundial, foi carregador de maca dos feridos e depois capelão em diversas frentes de batalha.

Passada a Guerra, retomou os estudos em Paris, onde obteve o doutorado em 22 de março de 1922 na Universidade de Sorbonne com a tese: Os mamíferos do eoceno inferior francês e seus sítios. Em 1920 tornara-se professor de geologia no Instituto Católico de Paris. O ambiente intelectual de Paris proporcionou-lhe encontros fecundos para o exercício intelectual. Costumava apresentar suas ideias a plateias de jovens leigos, seminaristas e professores. Do ponto de vista teológico, já assumira as ideias evolucionistas e realizava uma síntese original entre a ciência e a fé cristã.

Em 1922, escreveu Nota sobre algumas representações históricas possíveis do pecado original, que gerou um dossiê pela Santa Sé, acusando-o de negar o dogma do pecado original. Teve que assinar um texto que exprimia este dogma do ponto de vista ortodoxo e foi obrigado a abandonar a cátedra em Paris e embarcar para Tianjin na China. Este fato marcará uma nova etapa da sua vida: o silêncio sobre temas eclesiais e teológicos que duraria o resto da sua vida. Foi-lhe permitido trabalhar em pesquisas científicas e suas publicações deveriam ser cuidadosamente revisadas.

Embora proibido de escrever sobre temas eclesiais e teológicos, seus superiores imediatos estimularam suas pesquisas e escritos, desde que sua ortodoxia fosse assegurada por uma séria revisão, com a esperança de uma publicação posterior.

Em Pequim, realizou diversas expedições paleontológicas, e em 1929 participou da descoberta e estudo do sinantropo - o homem de Pequim. Também realizou pesquisas em diversos lugares do continente asiático, como o Turquestão, a Índia e a Birmânia.

Entre novembro de 1926 e março de 1927, estimulado pelo editor da coleção de espiritualidade Museum Lessianum, escreveu O Meio Divino a partir de suas notas de retiro. A obra foi submetida a dois censores romanos, que a consideraram aceitável. Ao ser submetida ao Imprimatur, o cônego encarregado submete a obra a teólogos romanos, que a consideraram suspeita pela originalidade. Apesar disto, cópias inéditas da obra passaram a circular, datilografadas e policopiadas.

Em Pequim, escreveu sua obra prima: O Fenômeno Humano. Encaminhou a obra a Roma em 1940, que prometeu o exame por teólogos competentes. Várias revisões foram encaminhadas sem que o nihil obstat fosse concedido.

Em 1946 retornou a Paris. Seus textos mimeografados continuavam a circular e suas conferências lotavam os auditórios. Foi convidado a lecionar no Collège de France. Diante de ameaças de novas sanções pela Santa Sé, dirige-se a Roma em 1948. A visita foi inútil: foi proibido de ensinar no Colégio da França e a publicação do Fenômeno Humano não foi autorizada.

Entre 1949 e 1950 deu cursos na Sorbonne que geraram a obra O grupo zoológico humano. Em 1950 foi eleito membro da Academia de Ciências do Instituto de Paris.

Em 1950, foi promulgada a encíclica Humani Generis pelo papa Pio XII, que na opinião de Chardin, bombardeava as primeiras linhas de seu trabalho.

Em 1951, mudou-se para Nova York, a convite da Fundação Wenner-Gren, que patrocinou duas expedições científicas na África para pesquisar sobre as origens do homem sob sua coordenação.

Teilhard de Chardin faleceu em 10 de abril de 1955, num domingo de Páscoa, em Nova York. No campo científico deixou uma obra vasta: cerca de quatrocentos trabalhos em vinte revistas científicas.

No campo filosófico, seu pensamento pode ser editado por um comitê internacional porque ele deixou do direito de suas obras para um colega, não para a sua ordem religiosa. No mesmo ano de sua morte, as Éditions du Seuil lançaram o primeiro volume das Ouevres de Teilhard de Chardin.

O Santo Ofício solicitou ao Arcebispo de Paris que detivesse a publicação das obras. Em 1957, um decreto deste mesmo órgão decidiu que estes livros fossem retirados das bibliotecas dos seminários e institutos religiosos, não fossem vendidos nas livrarias católicas e não fossem traduzidos. Este decreto não teve muita adesão. Cinco anos mais tarde, uma advertência foi publicada, solicitando aos padres, superiores de Institutos Religiosos, seminários, reitores das Universidades que protejam os espíritos, principalmente o dos jovens, contra os perigos da obra de Teilhard de Chardin e seus discípulos. Segundo esta advertência, "sem fazer nenhum juízo sobre o que se refere às ciências positivas, é bem manifesto que, no plano filosófico e teológico, estas obras regurgitam de ambiguidades tais e até de erros graves que ofendem a doutrina católica".

A sua obra continuou a ser editada, chegando ao décimo terceiro volume em 1976, pelas Éditions du Seuil e foi traduzida em diversos idiomas. Seu trabalho teve grande repercussão, gerando diversos estudos a cerca de sua obra até nos dias atuais.

Em 12 de maio de 1981, por ocasião da comemoração do centenário do seu nascimento, Chardin teve sua obra reconhecida pela Igreja através de uma carta enviada pelo cardeal Agostino Casaroli, secretário de Estado do Vaticano, ao reitor do Instituto Católico de Paris. A carta afirma:

Sem dúvida, o nosso tempo recordará, para além das dificuldades da concepção e das deficiências da expressão dessa audaciosa tentativa de síntese, o testemunho da vida unificada de um homem aferrado por Cristo nas profundezas do seu ser, e que teve a preocupação de honrar, ao mesmo tempo, a fé e a razão, respondendo quase que antecipadamente a João Paulo II: "Não tenham medo, abram, escancarem as portas a Cristo, os imensos campos da cultura, da civilização, do desenvolvimento"

Suas ideias foram sendo incorporadas ao discurso oficial da Igreja, como depreende-se da mensagem do Papa Bento XVI por ocasião da Festa da Santíssima Trindade de 2009, dirigida aos fieis em Roma: "Em tudo o que existe, encontra-se impresso, em certo sentido, o "nome" da Santíssima Trindade, pois todo o ser, até as últimas partículas, é ser em relação, e deste modo se transluz o Deus-relação; transluz-se, em última instância, o Amor criador. Tudo procede do amor, tende ao amor e se move empurrado pelo amor, naturalmente, segundo diferentes níveis de consciência e de liberdade."… "Utilizando uma analogia sugerida pela biologia, diríamos que o ser humano tem no próprio "genoma" um profundo selo da Trindade, do Deus-Amor".[3] E ainda mais claro, no dia 24 de Julho em Aosta, Italia o Papa Bento XVI diz: "Nós mesmos, com todo o nosso ser, temos que ser adoração e sacrifício, restituir o nosso mundo a Deus e assim transformar o mundo. A função do sacerdócio é consagrar o mundo a fim de que se torne hóstia viva, para que o mundo se torne liturgia: que a liturgia não seja algo ao lado da realidade do mundo, mas que o próprio mundo se torne hóstia viva, se torne liturgia. É a grande visão que depois teve também Teilhard de Chardin: no final teremos uma verdadeira liturgia cósmica, onde o cosmos se torne hóstia viva."

O pensamento de Teilhard de Chardin

Como geopaleontólogo, Teilhard de Chardin estava familiarizado com as evidências geológicas e fósseis da evolução do planeta e da espécie humana. Como sacerdote cristão e católico, tinha consciência da necessidade de um metacristianismo que contribuísse para a sobrevivência do planeta e da humanidade sobre ele . No cerne da questão está a visão filosófica, teológica e mística de Teilhard de Chardin a respeito da evolução de todo o Universo, do caos primordial até o despertar da consciência humana sobre a Terra, estágio esse que, segundo ele, será seguido por uma Noogénese, a integração de todo o pensamento humano em uma única rede inteligente que acrescentará mais uma camada em volta da Terra: a Noosfera, que recobrirá todo o Biosfera Terrestre. A orientar todo esse processo, existe uma força que age a partir de dentro da matéria, que orienta a evolução em direcção a um ponto de convergência: o Ponto Ômega. Teilhard sustentava a ideia de um Panenteísmo cósmico: a crença de que Deus e o Universo mantém uma criativa e dinâmica relação de progressiva evolução.

Como escritor, a sua obra-prima é O Fenômeno Humano, além de centenas de outros escritos sobre a condição humana. Como paleontólogo, esteve presente na descoberta do Homem de Pequim. Ainda que ele esteve presente depois do descobrimento do “Piltdown Man” a evidência ponta a o fato que ele nunca perdeu prestígio com a falsificação de um suposto fóssil "O Homem de Piltdown". Como Teilhard disse em 1920: "anatômicamente as partes não cabem."[5]

Segundo Chardin, a Terra seria composta de várias camadas esféricas:

Barisfera ou núcleo metálico terrestre;
Litosfera ou camada de rochas;
Hidrosfera ou camada de água;
Atmosfera ou camada de ar;
Biosfera ou esfera da vida;
Noosfera ou esfera do pensamento ou espírito humano:
Cristosfera ou âmbito de Cristo

Obras de Teilhard de Chardin

  • Cartas a Léontine Zanta
  • Cartas de Viagem
  • Cartas do Egipto
  • Ciência e Cristo
  • O Fenómeno Humano
  • Hino do Universo
  • Lugar do Homem no Universo
  • O Meio Divino
  • A Minha Fé
  • Reflexões e Orações no Espaço-Tempo
  • Sobre a Felicidade / Sobre o Amor


Obras publicadas sobre Teilhard de Chardin

  • Rideau, Émile, s.j. - A favor de Teilhard ou contra?
  • Silvestre, José Gomes - Acção e sentido em Teilhard de Chardin
  • Cuénot, Claude - Aventura e Visão de Teilhard de Chardin
  • Barjon (L.) + Leroy (P.) - A Carreira Científica de Teilhard de Chardin
  • Arnould, Jacques - Darwin, Teilhard de Chardin, a Igreja e a evolução
  • JANEIRA, Ana Luísa - Energética no pensamento de Pierre Teilhard de Chardin
  • Lessa, Almerindo - As Estradas espirituais das ciências
  • Colomer, Eusébio, s.j. - A Evolução segundo Teilhard de Chardin
  • Tresmontant, Claude - Introdução ao Pensamento de T. de Chardin
  • Patrício, Manuel Ferreira - Leonardo Coimbra e Teilhard de Chardin
  • Demoulin, J.P. + autres - O Tempo e o Modo – Teilhard de Chardin
  • Lubac, Henri de - Oração (A) de Teilhard de Chardin
  • Mortier, Jeanne-Marie - Pierre Teilhard de Chardin Pensador Universal
  • Sebastião, Luís Miguel - Possibilidade de Fundamentação da Educação no Pensamento de Teilhard de Chardin
  • Dupleix, André - Quinze dias com Teilhard de Chardin
  • Fragata, Júlio - Revista Portuguesa de Filosofia – Teilhard de Chardin (entre out.)
  • Magalhães s.j., Vasco - Revista Portuguesa de Filosofia - Teilhard de Chardin (Braga)
  • Wildiers, N.M. - Teilhard de Chardin
  • L.Salleron+A.Monestier - Teilhard de Chardin - pró/contra
  • Noël Martin-Deslias - Teilhard de Chardin , aventureiro do espírito
  • Coffy, Robert - Teilhard de Chardin e o socialismo
  • (diversos autores) - Teilhard de Chardin, Evolução e Esperança
  • Nunes, J. Paulo - Teilhard de Chardin, o S. Tomás do século XX
  • Reimão, Cassiano - Teilhard de Chardin: evolução e esperança
  • Reis, António do Carmo - A Visão da história em Teilhard de Chardin
  • Pasolini, Piero - O Futuro melhor do que qualquer passado
  • Boff, Leonardo - Evangelho Do Cristo Cósmico

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

BUSCANDO DEUS PELA LÓGICA

Comentário(s)

Por Eronildo Aguiar 

Por curiosidade assisti o Em Busca da Verdade (Truthseekers) no youtube. É um vídeo feito por ateus. De início, fiquei curioso se a edição do vídeo estaria de acordo com o título. Seria uma busca pela verdade ou uma pontificação? É comum ver "buscadores" pontificando a verdade. 

Tenho duas observações sobre o vídeo. Primeira, se a verdade for pontificada a partir de evidências perceptíveis pelos sentidos [os 5], como quer fazer crer o vídeo, não há nenhuma garantia de estarmos com ela. Se nossos sentidos são enganosos, nossa verdade pode ser uma ilusão. Segunda, no vídeo, o autor apresenta a lógica como um dos critérios para buscá-la. Ateu que é ateu de verdade, não aceita a lógica (lógica prática Kantiana). Ateus de verdade são empiristas. Lógica é para racionalista, para filósofos, para religiosos (no sentido tomista) não para cientistas. A maioria dos cientistas abomina a lógica. Sendo didático: de acordo com a teoria de maior reconhecimento no meio científico para o surgimento do Universo, tudo teria começado com uma grande explosão há cerca de 10 bilhões de anos. Oras, o que foi essa explosão, senão um grande efeito que teve uma causa ? Qual é a lógica para o efeito evidente (grande explosão) ? Resposta: há uma Causa que principiou a explosão. O que é isto, senão a aceitação de um Princípio Criador? (!) Deus ?! Um ateu pode questionar, mas onde está a evidência da realidade da Causa? O filósofo racionalista responderá: não há evidências. É Lógica prática. Não há efeito sem causa. 

Todo o debate entre teístas (Filósofos) e ateus (Empiristas) se reduz a isto: lógica e falta de evidências da Causa Primária. No final do vídeo há um questionamento, se eu me importo com minhas crenças. Serei breve na resposta. Sim, eu me importo. Deus, para mim, é lógica autoevidente. Não aceitar um princípio criador (Causa primária de todas as coisas) é adiantar que tudo teria vindo do nada, e do nada, nada pode surgir. 

Para refletir: 


O Credo da Ciência

"Meu caro amigo. Recebi tuas felicitações - muito obrigado.
Atingi o "vértice da pirâmide" – dizes.
Enchi de mil conhecimentos o espírito - é verdade.
Cinge-me a fronte o laurel de doutor - sou acadêmico.
Entretanto - não me iludo...
Quase todo o humano saber - é crer...
Nossa ciência - é fé.
Creio nos testemunhos dos historiadores - porque não presenciei o que referem.
Creio na palavra dos químicos e físicos - porque admito que não se tenham enganado nem me queiram enganar.
Creio na autoridade dos matemáticos e astrônomos - porque não sei medir uma só das distâncias e trajetórias siderais.
Tenho de crer em quase todas as teses e hipóteses da ciência - porque ultrapassam os horizontes da minha capacidade de compreensão.
Creio até nas coisas mais cotidianas - na matéria e na força que me circundam...
Creio em moléculas e átomos , em elétrons e prótons - que nunca vi...
Creio nas emanações do rádium e nas partículas do hélim - enigmas ultramicroscópicos.
Creio no magnetismo e na eletricidade - esses mistérios de cada dia.
Creio na gravitação dos corpos sidéreos - cuja natureza ignoro.
Creio no princípio vital da planta e do animal - que ninguém sabe definir.
Creio na própria alma - esse mistério dentro do Eu.
Não te admires, meu amigo, de que eu, formado em ciências naturais, creia piamente em tudo isto...
Admira-te antes de que haja quem afirme só admitir o que compreende - depois de tantos atos de fé quotidiana.
O que me espanta é que homens que vivem de atos de crença descreiam de Deus - "por motivos científicos".
Homem! tu, que não compreendes o artefato - pretendes compreender o Artífice?
Que Deus seria esse que em tua inteligência coubesse?
Um mar que coubesse numa concha de molusco - ainda seria mar?
Um universo encerrado num dedal - que nome mereceria?
O Infinito circunscrito pelo finito - seria Infinito?
Convence-te, ó homem, desta verdade: só há duas categorias de seres que estão dispensados de crer: -os da meia-noite - e os do meio-dia... 
As trevas noturnas do irracional - e a luz meridiana da Divindade...
O insciente - e o onisciente...
Aquele por incapacidade absoluta - este por absoluta perfeição...
O que oscila entre a treva total do insciente e a luz integral do onisciente - deve crer...
Deve crer, porque a fé se move nesse mundo crepuscular, equidistante do vácuo e da plenitude, da meia-noite e do meio-dia... "

("De Alma Para Alma", pág. 33 e 34 - Huberto Rohden)


DEUS, UM DELÍRIO?

Comentário(s)

Fiz uma pesquisa em diversas comunidades do Orkut. Na do Stephen Hawking's, na de Filosofia, na do Carl Sagan, etc. A enquete era a seguinte: Escolha uma das opções e justifique sua resposta: a) O Universo surgiu do nada; b) O Universo surgiu de uma causa; c) O Universo sempre existiu. 

O resultado não me surpreendeu. Coincidiu com meu ponto de vista, em relação ao assunto. A alternativa b), o Universo surgido de uma causa, ganhou em todas as comunidades, com uma diferença apreciável, e não poderia deixar de ser. Nossa razão aceita uma realidade, um princípio criador do efeito Big Bang (não há efeito sem causa), mas recusa peremptoriamente um universo sempre existente, ou vindo de um nada, pois, do nada, nada pode surgir. Para a razão o universo surgido do nada, é irracional. Um universo sempre existente é inconcebível. Mas uma realidade que principiou o Big Bang e criadora de tudo é aceitável   estamos no terreno das hipóteses. 

Sendo assim, a hipótese de uma realidade criadora de tudo é perfeitamente aceitável, e não somente uma questão de fé. O grande problema é a tentativa de negar essa realidade, sem nenhuma evidência. "Deus não existe!" gritam desesperadamente os negadores, por não terem evidências... A estes, digo, lembrando o mestre Carl Sagan que se declarava ateu: 

"Ausência de evidência não é evidência de ausência"

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

DEUS E A PEDRA. ESPREMENDO MIOLOS

Comentário(s)

Por Eronildo Aguiar

"Pode um ser omnipotente criar uma pedra que não consiga erguer?" 

Sobre à questão embaraçosa de Deus poder fazer uma pedra tão pesada que Ele mesmo não pudesse levantar, creio ter encontrado a resposta (sem presunção hehe). 

Vamos a ela. Oras, o que é o peso meus amigos? Senão uma força gravitacional agindo sobre o densidade de um corpo. Um corpo maior exercendo atração sobre um menor! “Os corpos se atraem na razão direta de suas massas e na razão inversa ao quadrado da distância que os separa”. (Isac Newton). Logo, podemos deduzir que para Deus realizar essa proeza (de criar a famigerada), necessário será um corpo maior exercendo atração sobre um menor (a pedra), que com a determinação do Todo Poderoso aumentará de tamanho e de peso, até chegar ao ponto de ela não sofrer mais a atração gravitacional da outra, "a Terra". Isso nos leva a dedução de que Deus terá realizado o feito, de fazer a tão questionada pedra. Porque quando ela chegar a sofrer uma atração 0 (zero), terá um peso zero, assim sendo, será tolice pedir que Deus levante esta pedra. Porque o Senhor poderá questionar com muita propriedade: "Meu querido, você quer que eu levante uma pedra sem peso?". 

Então, concluindo, Deus terá realizado o feito. De fazer a pedra que de tão pesada Ele mesmo não possa levantar. Não por incapacidade, mas por impossibilidade! Não há como levantar algo que não tenha peso.


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