ACERVO VIRTUAL HUBERTO ROHDEN & PIETRO UBALDI

Para os interessados em Filosofia, Ciência, Religião, Espiritismo e afins, o Acervo Virtual Huberto Rohden & Pietro Ubaldi é um blog sem fins lucrativos que disponibiliza uma excelente coletânea de livros, filmes, palestras em áudios e vídeos para o enriquecimento intelectual e moral dos aprendizes sinceros. Todos disponíveis para downloads gratuitos. Cursos, por exemplo, dos professores Huberto Rohden e Pietro Ubaldi estão transcritos para uma melhor absorção de suas exposições filosóficas pois, para todo estudante de boa vontade, são fontes vivas para o esclarecimento e aprofundamento integral. Oásis seguro para uma compreensão universal e imparcial! Não deixe de conhecer, ler, escutar, curtir, e compartilhar conosco suas observações. Bom Estudo!


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sábado, 30 de agosto de 2014

UM CURSO DE PAZ — IV

Comentário(s)

Hora grande e solene

Não vos iludais. A hora que passa é por demais grave e solene. Os poderosos jugam-se com o direito de brincar com o mundo, como quem brinca com uma bola de bilhar. Pensam que a sociedade humana pode ser dividida em dois grupos: eles e os outros; julgam, é claro, que os importantes são apenas eles, e notai que cada um dos poderosos quer ser mais importante que os outros. Engolem-se todos e pretendem engolir e digerir o mundo. Erguei a cabeça contra esses tartufos, contra esses zombadeiros e sabei que os dias deles estão contados. Não vos regozijeis com isto. Amai-os, porque no futuro vereis que também cumpriam o seu papel. Ficai certos de que o pacifismo os deterá desde que esteja baseado no ahimsa e no satyagraha. Digo a vós o que disse a meus irmãos da Índia, quando estive preso. Enquanto a ahimsa ou a “não violência” for a vossa bandeira, tereis um verdadeiro exército invisível a vosso lado, e acrescento agora — mas se, por um só instante, fizerdes o jogo dos poderosos, então não me posso responsabilizar pelo que aconteça à vossa vida espiritual.

Que nos espera no futuro?

Eu seria mentiroso se vos enchesse de falsas expectativas quanto ao futuro imediato.

A iniqüidade se multiplica. O armamentismo é uma das pragas do século e o próprio medo pode pôr tudo a perder em poucos minutos. No entanto, se nos ajudardes, ainda é possível deter, ou pelo menos atenuar essa loucura. O Cosmos não está à matroca e breve as Potências Cósmicas interferirão de maneira decisiva para mudar o curso da civilização. Digo-vos mais: Desde o fim da primeira metade do século o Cristo, o maior dos avatares, está dirigindo mais intensamente a História. É claro que isto não pode ser percebido, se nos obstinarmos no apego à superfície, se nos voltarmos para as aparências. Disse-nos o autor bíblico: “O mundo jaz no maligno”; e realmente na superfície é assim.

”O mundo jaz no maligno”. Mas na essência eu vos afirmo: O mundo permanece em Cristo. Sua presença harmonizadora acabará por colocar tudo em seus lugares. Ai dos que se opuserem à renovação que no momento se opera. Ai dos que se atrelarem às carruagens do passado. Cairão com elas em tremendo desastre. Não vos quero enganar. Depende muito de cada um de vós que as coisas mudem mais rapidamente o seu rumo. Uni-vos e lutai pela paz — eu vos repito —, por todos os meios e modos. Oponde-vos à guerra de todas as maneiras. Dizei aos poderosos que eles não têm o direito de brincar com o vosso destino, nem mesmo com o deles. Cada indivíduo é parte de uma unidade cósmica e essa unidade não pode, não deve e não será desarmonizada.

Concluo dizendo-vos que contamos convosco, porque a paz é muito, é realmente, é absolutamente necessária


Delfos


***

Não transcrevi eu para estas páginas nem uma terça parte do que se passou; naqueles dias muitas instruções ainda foram transmitidas a encarnados e desencarnados. Vários grupos, em dias e locais diferentes, foram reunidos para este curso. E breve o mundo conhecerá as conseqüências da palavra do Mahatma aos pacifistas. Por enquanto, ignoto amigo, estejamos juntos, vigilantes e atentos, porque a hora da renovação é chegada.


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Págs. 102 e 103

sábado, 16 de agosto de 2014

UM CURSO DE PAZ — III

Comentário(s)

O verdadeiro pacifismo

Em primeiro lugar não confundais o pacifismo baseado na verdade com o pacifismo baseado no desespero. Não é pacifista quem ateia fogo às próprias vestes, porque está eliminando com as suas próprias mãos uma vida que seria útil ao seu próximo. Não é pacifista quem apedreja, quem pratica o terrorismo, porque está querendo apagar o fogo com o próprio fogo.

Pacifismo é opção pela paz.

Pacifismo é aceitação da paz.

Pacifismo é luta pela paz.

Uma coisa é vos colocardes na frente de veículos que transportam a morte para evitar que ela atinja os vossos irmãos. Isto é sublime sacrifício em bem da Humanidade. Outra coisa é praticardes, livre e espontaneamente, a violência contra vós mesmos e contra os outros. Isto é suicídio e assassinato.

O pacifismo deve estar baseado na verdade central de que
 vós mesmos sois Paz, apenas ainda não o quisestes descobrir. Oponde-vos de todos os modos e por todas as maneiras pacíficas à guerra. Resisti a qualquer ordem no sentido de violentardes o preceito da paz. Não acrediteis nas bandeiras filosófico-ideológicas com que os poderosos vos procuram atirar uns contra os outros. A guerra só interessa a eles que desejam dominar o mundo. Só interessa aos que vendem armas. Conscientizai-vos disto e vos será mais fácil resistir. Protestai por todos os meios contra a guerra e tudo o que a provoca.

Sobre o jejum

Não vos aconselho o jejum. Pelo menos a vós ocidentais, porque vos faltam as técnicas necessárias para a absorção do prana. Podeis, no entanto, fazer coisa melhor, podeis jejuar no pensamento, na palavra, na ação. Podeis abster-vos de tudo aquilo que prejudique os vossos irmãos, ou que prejudique qualquer ser vivo, por exemplo, o uso da carne para o vosso sustento. Se não vos for, no entanto, possível abolir de todo a alimentação carnívora, abençoai todos os dias os irmãos menores que se sacrificam para que pudésseis existir. Comprometei-vos a guiá-los quando eles atingirem a esfera humana da evolução, porque, ao que tudo indica, e assim o espero, ao chegar essa época estareis muito à frente deles. Fazei isto e breve vos será fácil abdicar de todo da alimentação animal, ainda que tal abdicação se dê na próxima existência.

Pacifismo — Atividade constante

Não vos limiteis, no entanto, à ação coletiva e civil nas ruas, nas fábricas, nos escritórios.

Pacifismo é atividade constante. Deve ser exercido na condução, dentro de casa com os amigos. Sim, com os amigos

Encontrai-vos — insistimos muito neste assunto —, encontrai-vos para orar e encontrai-vos para vos conhecerdes uns aos outros e para conhecerdes a vós mesmos.

Encontrai-vos para trocar impressões.

Encontrai-vos para derramar pensamentos de paz sobre o mundo.

Encontrai-vos para começar a entronizar dentro de vós aquele mundo do futuro que esperais, no qual o cordeiro há de apascentar com o leão e o menino dormirá ao lado da fera.

Fragmentos da Verdade

Quando vos falei das religiões tradicionais, não quis, em absoluto, desrespeitá-las. Todas elas contêm fragmentos da Verdade. E, na medida em que vos aprofundeis em cada uma delas, ultrapassareis os fragmentos e encontrareis a Verdade.

A Verdade é Deus, e Deus não se estoca, não se guarda, não se retém, como quem retém o vapor.

A Verdade é Deus e Deus está em tudo.

É preciso, portanto, que cada grupo religioso ou filosófico se abra aos outros grupos. Que haja diálogo. Há muito que nos esquecemos de conversar. Precisamos reaprender esta arte. Conversar é alternativamente falar e ouvir, mas nós só queremos falar. Falar de nós. Falar de nossas idéias. Expor nossos pontos de vista. Somos como peixes que, concentrados numa poça d`água, julgam que essa poça é o oceano. Somos como alguém que conseguisse concentrar um só raio de luz solar e afirmasse que aquele raio é todo o Sol. É preciso dialogar. É preciso aprender ou reaprender o que cada um tem a ensinar. É preciso que cada um busque as riquezas do seu irmão e se enriqueça com elas.

Amai o vosso semelhante, apesar das diferenças que há entre vós e até mesmo por causa dessas diferenças. Se amardes apenas o que vos ama, que recompensa tendes? — disse-vos o Cristo. Por que rejeitais o vosso irmão? Só porque ele é diferente de vós? Acaso não exiges para vós o direito de serdes vós mesmos? Por que quereis para vós o que recusais ao outro? Não sois ambos água da mesma fonte? Sede vós mesmos, e deixai que vosso irmão seja ele mesmo. Amai-o por causa disso e não apesar disso. Aprendei a ver nele aquilo que vos falta e a dar a ele aquilo que lhe falta.

Compreendeis, agora, que a paz é construção de todo o dia e de toda a hora? Começais a perceber que viver em paz é realmente crescer e enriquecer-se?


Delfos

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