ACERVO VIRTUAL HUBERTO ROHDEN E PIETRO UBALDI

Para os interessados em Filosofia, Ciência, Religião, Espiritismo e afins, o Acervo Virtual Huberto Rohden & Pietro Ubaldi é um blog sem fins lucrativos que disponibiliza uma excelente coletânea de livros, filmes, palestras em áudios e vídeos para o enriquecimento intelectual e moral dos aprendizes sinceros. Todos disponíveis para downloads gratuitos. Cursos, por exemplo, dos professores Huberto Rohden e Pietro Ubaldi estão transcritos para uma melhor absorção de suas exposições filosóficas pois, para todo estudante de boa vontade, são fontes vivas para o esclarecimento e aprofundamento integral. Oásis seguro para uma compreensão universal e imparcial! Não deixe de conhecer, ler, escutar, curtir, e compartilhar conosco suas observações. Bom Estudo!

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domingo, 13 de abril de 2014

Os desafios dos relacionamentos - Parte 2

Comentário(s)

Por Aloísio Wagner

 Por onde olhamos, vemos almas esfaceladas e corações amargurados devido o mundo do relacionamento familiar, conjugal e social. Por onde andamos vemos rostos tristes e acabrunhados por causa dos conflitos originados das relações. Por que há tantos atritos e sofrimentos nas relações?

Toda a causa está em nós. A evolução da alma, do espírito, da consciência, inicia-se em estado de ignorância, da não-sabedoria, da não-experiência, o que nos leva a agir tateando no escuro, sem enxergar onde pisamos e sem a noção correta para "onde" vamos; o que conseqüentemente nos leva a tropeçar, cair e nos machucar. Não adianta colocarmos culpa no objeto que estava à nossa frente, na parede, no chão de concreto, na coluna de aço onde batemos a cabeça. É imprescindível que acendamos a luz para corrigir nossas falhas; para que saibamos exatamente "onde" estamos pisando e para "onde" vamos.

Iluminar o ambiente escuro da casa se faz gradativamente, mas também proporcional à procura e o esforço de cada um. À medida que nossa consciência vai despertando sua luz, ela vai se direcionando com maior clareza, sabendo "onde" colocar os pés para lhe dar maior segurança.

A saída do estado de ignorância para a sabedoria requer interesse, dedicação, esforço, disciplina, trabalho, concentração, perseverança, paciência. Vários degraus precisam ser superados, um a um, até atingirmos o patamar superior onde há uma grande sala de recepção para a "ceia" divina, onde colhemos todo o fruto do esforço e trabalho, que nos traz paz, alegria e felicidade. 

O estado de ignorância indica a presença também de defeitos arraigados em nós: o egoísmo, o orgulho, a vaidade, a inveja, a ambição, etc. Este é um estado doentio, que nos separa do outro. O outro é sempre um obstáculo e inimigo para atingirmos os nossos fins. As relações geralmente são "saudáveis" até onde o interesse de um é admitido porque outro também vê seu interesse sendo realizado. Quando um dos interesses se torna lesado, onde havia amizade ou "amor", passa existir ódio, vingança e mágoas.

O estado de ignorância é um estado germinal da conscientização de si mesmo, dando origem ao amor-próprio, e com a conseqüência da percepção da separatividade de tudo o que existe. Ele não consegue perceber que há uma "malha" oculta e invisível que nos liga um ao outro e a Deus. Tudo que fazemos ao outro estamos fazendo a nós mesmos, porque estamos interligados pelos "fios" divinos da criação, do Uno e da Fonte de onde fluímos juntos. Assim como dois galhos e duas folhas de uma árvore tem suas individualidades, elas se ligam e se alimentam pelo mesmo tronco, e por este mesmo tronco se liga aos outros galhos e às outras folhas.

Combater o outro é combater a si mesmo. Transformar o outro é transformar a si mesmo. Quando uma folha se contamina por uma praga, ela transfere pela multiplicação para toda árvore. Ajudar aquela folha individual é cuidar e ajudar a saúde do todo, do coletivo.

Quando um ladrão nos rouba, ele tem a sensação de ganho, e se sente mais forte e inteligente na difícil caminhada da vida que é feito de individualismos e interesses próprios. O roubado se sente humilhado e prejudicado, porque também acredita que aquele objeto que estava em suas mãos é de sua propriedade. Esta é uma fragilidade em nossa percepção de uma realidade mais profunda!



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