SOBRE O ACERVO VIRTUAL HUBERTO ROHDEN & PIETRO UBALDI

Para os interessados em Filosofia, Ciência, Religião, Espiritismo e afins, o Acervo Virtual Huberto Rohden & Pietro Ubaldi é um blog sem fins lucrativos que disponibiliza uma excelente coletânea de livros, filmes, palestras em áudios e vídeos para o enriquecimento intelectual e moral dos aprendizes sinceros. Todos disponíveis para downloads gratuitos. Cursos, por exemplo, dos professores Huberto Rohden e Pietro Ubaldi estão transcritos para uma melhor absorção de suas exposições filosóficas pois, para todo estudante de boa vontade, são fontes vivas para o esclarecimento e aprofundamento integral. Oásis seguro para uma compreensão universal e imparcial! Não deixe de conhecer, ler, escutar, curtir, e compartilhar conosco suas observações. Bom estudo!

quarta-feira, 21 de maio de 2014

TENTANDO ROMPER O VÉU DO INVISÍVEL

Comentário(s)

Há entre mim e o Infinito um véu,
Tenuíssimo como teia de aranha.
Para além desse véu adivinho e entrevejo
Estupenda Realidade,
Anônima,
Amorfa,
Incolor,
Tese e Síntese de tudo quanto é,
Foi e será...
É o infinito “Aqui”,
O eterno “Agora”,
O absoluto “Todo”,
O “Ser” universal...
Há entre mim e o Infinito um véu...
E eu, impaciente, sacudo esse véu,
Procuro corrê-lo,
Rompê-lo,
Para contemplar a Realidade além...
Desvendar o mistério do Cosmos...
Mas ai! que essa teia de aranha
É rija muralha de granito,
Erguida entre mim e Ti,
Senhor!...
Entre mim, esse insatisfeito bandeirante,
E Ti, o eterno Incognoscível...
Qual cão faminto anda minha alma rondando,
Rondando, dia e noite,
O inexpugnável castelo
Da tua opulência...
Ansiosa por apanhar uma migalha
Do lauto festim da tua plenitude...
Mas ai! Que as migalhas
Que caem da tua mesa,
Depois de saboreadas por minha alma,
Acendem em mim uma fome voraz,
Uma ânsia imensa de migalhas sem fim,
E sem medida,
Dos teus divinos banquetes...
E eu vitupero minha alma,
Porque saboreou tão avidamente
Um átomo da tua infinita opulência,
Porque sorveu uma gota
Do Oceano sem praias
Da tua Divindade...
Por que, minha alma, saboreias aquilo que,
Depois de saboreado,
Te ateia no íntimo novos incêndios
De fome?
Veementes tempestades de amor?...

Por que é, Senhor, que a posse de Ti
Me torna mais consciente a falta que tenho
De ti?...
Por que é, Senhor, que,
Quanto mais te possuo
Mais te procuro?...
Quanto mais te saboreio
Mais fome tenho de Ti?...
Quanto mais te gozo
Mais sofrido me sinto de Ti?...
Quanto mais saúde tenho em Ti
Mais doente agonizo longe de Ti?...
E, no entanto, não consigo
Divorciar-me de Ti,
Meu dulcíssima Amargura...
Meu Inimigo querido...

Que seria de minha vida
Sem esse inferno celeste,
Sem esse céu infernal?...


Não, não quero romper esse véu
Dessa mística tanscendência,
Dessa fascinante longinquidade,
Que me separa de Ti,
Senhor!...
Quero viver para sempre nessa transcendência
Do mistério,
Contanto que a imanência do Amor
Mantenha aceso em mim
O fogo sagrado que arde sem cessar
Em mim...

(Escalando o Himalaia - Huberto Rohden)