ACERVO VIRTUAL HUBERTO ROHDEN & PIETRO UBALDI

Para os interessados em Filosofia, Ciência, Religião, Espiritismo e afins, o Acervo Virtual Huberto Rohden & Pietro Ubaldi é um blog sem fins lucrativos que disponibiliza uma excelente coletânea de livros, filmes, palestras em áudios e vídeos para o enriquecimento intelectual e moral dos aprendizes sinceros. Todos disponíveis para downloads gratuitos. Cursos, por exemplo, dos professores Huberto Rohden e Pietro Ubaldi estão transcritos para uma melhor absorção de suas exposições filosóficas pois, para todo estudante de boa vontade, são fontes vivas para o esclarecimento e aprofundamento integral. Oásis seguro para uma compreensão universal e imparcial! Não deixe de conhecer, ler, escutar, curtir, e compartilhar conosco suas observações. Bom Estudo!


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quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

A grandeza de Sócrates perante a morte

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Quando Sócrates, aos 70 anos, foi condenado à morte como “desprezador dos deuses e corruptor da juventude”, na noite que precedeu a sua execução, seu grande  amigo Kriton  subornou  os  guardas e  abriu  as  portas  do  cárcere, convidando o velho filósofo a fugir.

— Por que? – perguntou Sócrates.

— Porque amanhã te vão matar — respondeu Kriton.

— Matar? a mim? — tornou  tranquilamente  o  sábio  — Ninguém  pode  matar Sócrates.

E, puxando a pele da mão e batendo no osso do crânio, acrescentou: — Kriton, você pensa que isto aqui é Sócrates? Isto é um involucro ao redor de mim, mas isto não sou eu. Eu não sou o meu corpo, eu sou a minha alma. Sócrates é imortal.

Na manhã seguinte, conforme ordem do governo de Atenas, bebeu ele a taça de cicuta, que pôs termo à vida física desse grande cristão antes de Cristo.

Ora, todo homem realmente espiritual é socrático, e sabe com absoluta certeza que o seu verdadeiro Eu é divino, eterno, imortal, e não pode jamais estar em contradição com Deus, porque  a  alma  humana é Deus mesmo em forma individual.

Por isto,  a  santidade do  homem  espiritual  consiste  na  vigorosa  afirmação de seu verdadeiro  Eu,  e  na  negação  de  seu  pseudo-Eu,  ou  antes  na  completa subordinação do segundo ao primeiro. O céu não é, como ele sabe, a extinção nirvânica do Eu, mas, sim, a retificação cristã do conceito da personalidade, a definitiva e vitoriosa compreensão da natureza divina de sua alma e a perfeita harmonização da sua vontade individual humana com a vontade universal de Deus.

À  luz  dessa  grande  verdade,  a  vida  espiritual  deixa  de  ser  sacrificial  e cruciante, acabando por tornar-se profundamente deleitável e jubilosa.

O homem espiritual cumpre a vontade de Deus com o mesmo júbilo com que cumpriria a sua  própria  vontade,  porque  sabe  que  a  perfeita realização  da vontade de Deus é a única realização do seu verdadeiro Eu. 

(Huberto Rohden - Livro : Profanos e Iniciados - Trecho do Cap. Profano, Ético e Espiritual)


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