"Quem serás tu, leitor, que daqui a cem anos hás de ler os meus versos? Não posso mandar-te uma única flor desta coroa de primavera, nem um único raio de ouro desta nuvem longínqua. Abre a tua porta e olha ao longe! No teu jardim em flor, colhe a lembrança perfumada das flores murchas há cem anos. Possas tu sentir, na alegria do teu coração, a alegria viva que, certa manhã de primavera, cantou, atirando a sua voz alegre a uma distância de cem anos!"
(Rabindranath Tagore)